quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Escutar os sons que vem de dentro é uma atitude tão sábia...
Larguei a terapia de lado, não disse sequer adeus. O martirio das minhas palavras me apunhalavam em todas as sessões.
Eu bem que sabia a resposta de tudo.
Eu bem que sabia que devia mandar o mundo se danar e sair atrás do meu destino era só uma questão de tempo.
A unica coisa boa que a terapia me deu foi ter tido a coragem de colocar a minha criança que vivia desde a minha infancia me encurralando a vida ,pra ir brincar.
Mas volta e meia, ela volta esbaforrida, querendo a todo custo deitar na cama da mãe.
E quando vejo ela insistindo, dou de ombros e fumo outro cigarro.
Voltei a fumar depois de dez anos.
Tudo me obriga e minhas costas doem porque hoje precisei mandar os textos para a editora. Prazo interno. Moça responsável? Não. Estou de olho mesmo é num futuro direito autoral.
Os que tenho atualmente não pagam minhas contas.
Vejam vocês, a minha editora me pede textos, porque não tenho saco para enviar e receber nãos de respostas.
Me obriga.
A vida obriga.
E eu vou entre obrigações e dias afins.
Voltei pro Blog.
Unica saída. Orfã de facebook, por puro querer.
Escritório de campo na varanda. Junto as plantas e a lavanderia.
Faz calor, tiro a roupa.
À noite, esfria. Coloco um echarpe que comprei no camelô de Veneza.
E vou vivendo entre uma coca zero e outros blá bla blas.
Entre Ghost Hunters, CSI e Criminal Intents.
Sonho o dia da casa em pleno cerrado e de nunca mais ter que olhar pra trás.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Este final de semana estive em Cavalcante, municipio de Goiás, para realizar atividades de educação ambiental pra consultoria que trabalho. Porém é impossível deixar de ir em Cavalcante, sem visitar a terra dos kalunga, o maior quilombo do terrritório brasileiro.
Foram muitos os sentimentos transmutadas em sentimentos tão profundos. Sentir a terra, sentir as vibrações que vem das matas do cerrado e dos rios de aguas tão claras, que parecem não existir.
Conversar com o povo, aprender a sua sabedoria e guardar como um orô, um segredo de infinitas gamas
Território Kalunga, Santuário mais que sagrado, preservado, salve salve!
A chegada ao quilombo
Memoria dos antigos na casa dos condutores
Nosso café da manhã no quilombo
antes de pegar a serra para a cachoeira
Eu, a guia Selma e a delicadeza de Januária
A gente vive, a e a gente aprende. É assim que as coisas funcionam no mundo. Já dizia uma sábia rezadeira que o tempo é o movimento pra frente... e lá no quilombo, enquanto aguardávamos Januaria, a dona de uma das três lanchonetes existentes no quilombo nos preparou um beiju com chá de capim limão, só o cheiro de chá era reconfortante.Eu ia observcadno o movimento do quilombo naquela manhã fria e pensava de onde tiraria forças para tomar meu banho de cachoeira, síntese do longo caminhar que nos esperava.
De repente, Januaria sai de dentro da pequena cozinha de teto de folhas de buriti. Pede desculpas. Estava varrendo o terreiro antes da nossa chegada, e infelizmente não podia tirar o lixo, porque o marido tinha saído para resolver problemas. Ele ia vender uma vaca.
Interessada, pus-me a indagar os porquês.
Ela explicou. Quando marido sai para resolver negócios, problemas na rua, o lixo da casa varrida, fica esperando ele voltar. Se jogar o lixo fora, o resultado do negócio não é positivo.
Disse isso rindo com seu sorriso aberto: "Esse lixo significa uma vaca".
Estava ainda lá quando o marido chegou a cavalo. Ele havia vendido a vaca.
No nosso retorno da cachoeira, terreiro limpo, nos deliciamos com a comidinha feita para ela e seus filhos e sobrinhos.
Arroz com pequi , gueroba e carne seca picadinha, abobrinha de tão linda que dava vontade de chorar, feijão goiano e um ovo de galinha caipira, para completar suco natural de mangaba, fruto do cerrado.
Isto é o sagrado.
Cachoeira de Santa Barbara: outro segredo.
Exatamente assim. Pesada, sufocada. Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções.
Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros ... quero parar de me doar e começar a receber.
Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre virgulas, aspas, reticências... eu vou gostando... eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou... e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos... e vou... dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar.
(Caio Fernando Abreu)
terça-feira, 1 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
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