quinta-feira, 5 de julho de 2012


Quem pode me explicar porque os buracos negros só  sabem sugar?Eles nunca vomitam nada, e mesmo assim, engolem tudo sem distinção...
 E essa coisa toda tão  bem explicadinha? e essa coisa tão correta e chata? Pormenores indiziveis...
Tudo  é tão  simples... tudo é  tão complexo...
Até os atalhos estão cheios de regras tão certinhas
Pensarcomotodomundopensarcomotodomundopensarcomo todomundo
besteiras burguesas de um mundo comum
fetiches,sonos mal dormidos, amigos cibernéticos e amores na tela do computador
E todos vão seguindo a mesma  trilha, sem gilete. 
Pela metade, seguindo até um ponto de referência.
Esquerda? direita?
Ao norte, ensina a bússola.

Esquecer o que se quer. Mas o que realmente se quer?
os quereres pares.
Desfazeres impares.
Vontade de chorar no meio do dia.
As certezas inacabadas vão fazendo fila todo dia e essa incompletude que não alimenta tudo?Será  que no final, isso vai levar a algum lugar?
Não escolho os caminhos. Eles mesmo se escolhem.
 Caminhos são modernos. Sustentáveis. Autogestionados.
E essa vontade de andar descalça no meio da noite?
Me diz o que faço com essa amplitude que me queima os olhos?
A memória entranha pelos ossos e  vai adentrando  toda a carne.

A lembrança dos risos dos filhos alimenta as paredes da casa. Silenciosos permanecem os móveis, atentos, os livros.
As buganvílias brancas e os jasmins  já não existem mais.
Mesmo assim, as formigas continuam  carregando suas folhas no quintal...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

rio mais 20

Momentos interessantes na cúpula dos povos...

 Exposição Pier Mauá

Você pode estar num lugar assistindo a um bom jazz, e dali a pouco assistir uma palestra com a Marina Silva ou Paul Singer, comprar banana pra fritar do muitirão dos sem Terra de porto Seguro, fazer uma pintura dos indios Parecis, participar de um protesto solitário com um ecologista do japão, dançar um forró com as mulheres ceraenses, ouvir uma experiência africana na  tenda intereligiosa, saudar os orixás, participar da plenária dos moradores de rua que lutam por autonomia, cultura e saúde, partuiipar das plenárias indígenas, das plenárias de alimentação alternativa, sustentabilidade, energia nuclear e aletrnativas, dançar um toré com os Tupinambás, enfim...  Essa é a Cúpula dos Povos...As vozes paralelas da Rio mais Vinte estão lá: Vivas, vibrantes, buscando um lugar na midia para reivindicações justas, enquanto isso, os governantes parecem que não estão entendendo a responsabilidade dos paises em buscar saída para a nossa vida no planeta terra.




Passeata ecologica com alunos da baixada fluminense: Rumo a Cúpula


domingo, 27 de maio de 2012



Foi assim.

A curiosidade se transformou em calidez do espanto.

Espanto porque nunca pensei que...

Espanto porque cheguei tão perto...tão perto..

E se a vida se mostrou infrutifera eu tenho certeza que a culpa é minha...

Minha avidez as vezes me torna diferente do que sou.

Me lembro que meu pai me carregava nas suas costas e eu era feliz.

Me contava histórias antigas e eu não vislumbrava o futuro, só o passado.

Com seus olhos eu via as oliveiras em flor.

A colheita da azeitona

A feitura do azeite.

Sentia os cheiros e gostos das suas palavras, e ali eu vivia em territórios que somente existia nos sentimentos dele...

O cheiro de Aveiro.

E vivi disso até que aprendi que somos feitos de narrativas.

Nada do vivido tem mais importância depois que tudo passa. Só a memória daqulo.

E entre minhas memórias, vou des-construindo o momento de te visto pela primeira vez.

Assim, vivo tudo de novo. E só guardo o que me interessa lembrar. Assim, não enlouqueço, e não acontece nada. Tudo de ruim vai embora e fico apenas com seu abraço.

domingo, 6 de maio de 2012

mistério misterioso.
A Vida.


Se digo que gosto de desafios, é porque gosto.
Mas pensava até hoje em desafios, apenas no ambito profissional.
Se tenho desafios no trabalho, mas fissurada fico para resolver o problema, achar soluções, e partir sempre em frente até a próxima empreitada..

E trabalhando em educação, é preciso matar um leão por dia, para estar minimamnete em habilitada para trabalhar e poder    transformar vidas...

Mas até hoje, não transferia essa habilidade para minha vida pessoal.
Tapada.
Toupeira.
Perdi um tempo até perceber, que os problemas que julgo que carrego, são apena desafios, como os que encaro todos os dias numa secretaria de educação, pra dar conta do que é preciso.
Meus problemas pessoais não são cargas cármicas, pacotes fechados do destino, carregados de dores  e torturas mentais.

Problemas são desafios.
Desafios que exigem  planejamento, método e organização.

Capacidade de resiliência.
capacidade de sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Isso eu tenho de montão.

E então... só me resta  encarar os desafios.  Não mais problemas a serem carregados, apenas desafios a serem encarados, e vencidos..