segunda-feira, 8 de outubro de 2012
tipo assim... difícil.....
Ser autora num pais que ninguém lê.
Ser autora infantil num pais onde um livro infantil não é acessível para todas as crianças...
É tipo assim...difícil...
E há ainda mais.
Publicar literatura infantil é como avistar um castelo ao longe. Para você chegar até ele, tem que primeiro subir um muro com bastante visgo. Você dá um passo para frente e trezentos para trás.
Ultrapassado esse muro, ainda há sua espera, um fosso cheio de jacarés... e detalhe: não tem ponte para atravessar.
Como você não tem uma armadura, porque afinal não é São Jorge, resta-lhe apenas algumas opções:
a) Ficar olhando da janela esperando a banda passar;
b) Sentar embaixo de uma macieira, e esperar que uma maça caia em cima da sua cabeça e você descubra uma importante teoria que vá mudar o mundo;
c) Sair nadando igual Michael Phelps e encarar os jacarés;
d) NRA
sábado, 29 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Ontem fui comprar um notebook com D. Nelly, senhora minha mãe.
O meu caiu no chão e a tela espatifou em mil pedaços e agora parece um desenho pós moderno, desses que a gente não entende nada, mas acha bonito.
Estava lá pensando se comprava o computador à vista ou em 10 vezes sem juros, quando a vendedora interrompe meus cálculos e me diz que estava reparando nas minhas pernas.
- Como?
- Desde que você entrou na loja, estou reparando em suas pernas. São bonitas, tprneadas e tão lisinhas... Desculpe perguntar quantos anos você tem?
- -45.
- Nossa! dava 33.
-Se mata na academia?
-Nem morta!
- Poxa vc é muito bonita! Quem dera eu tivesse umas pernas assim...
Sorrio de uma orelha a outra, Preciso de um pouco de elogio. Vindo de outra mulher, é melhor ainda.Encolho a barriga discretamente para não decepcionar a minha fã. Afinal isso são pequenos detalhes.
- É genético. Minha mãe aqui tem 85. veja só esta carinha mais linda do mundo.
D. Nelly se mete na conversa.
- Você me desculpa falar, mas as minhas pernas, são mais bonitas do que a dela. Olha só.
E levanta as saias até o meio das coxas. A vendedora arregala os olhos. E passa a mão nas coxas lisas e duras de minha mãe.
-Uau!
- Um dia desses me médico me falou:_ Meu deus mas a senhora tem a perna muito durinha, sem uma varizes..nem celulites...
E ela respondeu.
- Ai ai ai doutor,... pode ir tirando os olhos das minhas pernas.
Definitivamente, Eu tenho a quem puxar. É Genético.
O meu caiu no chão e a tela espatifou em mil pedaços e agora parece um desenho pós moderno, desses que a gente não entende nada, mas acha bonito.
Estava lá pensando se comprava o computador à vista ou em 10 vezes sem juros, quando a vendedora interrompe meus cálculos e me diz que estava reparando nas minhas pernas.
- Como?
- Desde que você entrou na loja, estou reparando em suas pernas. São bonitas, tprneadas e tão lisinhas... Desculpe perguntar quantos anos você tem?
- -45.
- Nossa! dava 33.
-Se mata na academia?
-Nem morta!
- Poxa vc é muito bonita! Quem dera eu tivesse umas pernas assim...
Sorrio de uma orelha a outra, Preciso de um pouco de elogio. Vindo de outra mulher, é melhor ainda.Encolho a barriga discretamente para não decepcionar a minha fã. Afinal isso são pequenos detalhes.
- É genético. Minha mãe aqui tem 85. veja só esta carinha mais linda do mundo.
D. Nelly se mete na conversa.
- Você me desculpa falar, mas as minhas pernas, são mais bonitas do que a dela. Olha só.
E levanta as saias até o meio das coxas. A vendedora arregala os olhos. E passa a mão nas coxas lisas e duras de minha mãe.
-Uau!
- Um dia desses me médico me falou:_ Meu deus mas a senhora tem a perna muito durinha, sem uma varizes..nem celulites...
E ela respondeu.
- Ai ai ai doutor,... pode ir tirando os olhos das minhas pernas.
Definitivamente, Eu tenho a quem puxar. É Genético.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Outra Cama
Este curta foi produzido e filmado pelo meu sobrinho Pedro Lima. Estou corujando mesmo;
Eles são jovens.
E tem sonhos.
e nessa epoca da vida, os sonhos são lindos.
E todos possíveis.
Eles são jovens.
E tem sonhos.
e nessa epoca da vida, os sonhos são lindos.
E todos possíveis.
Na busca do meu estilo de escrita, vou sovejando por entre os ossos.
Hoje, nada de teias nem atalhos.
nem navios à deriva, nem poemas mórbidos. Todos já foram escritos. Resta-me o riso.
Hoje, nada de lágrimas que ninguem vê e nem de promessas que custam a se refazer
Hoje, nada de vazios e lamparinas milagrosas.
Hoje, apenas a vida, como ela deve ser.
A grande navalhada já estava gangrenado, apenas meus olhos custaram a perceber.
Hoje, nada de teias nem atalhos.
nem navios à deriva, nem poemas mórbidos. Todos já foram escritos. Resta-me o riso.
Hoje, nada de lágrimas que ninguem vê e nem de promessas que custam a se refazer
Hoje, nada de vazios e lamparinas milagrosas.
Hoje, apenas a vida, como ela deve ser.
A grande navalhada já estava gangrenado, apenas meus olhos custaram a perceber.
Depois que a gente faz 45 anos, começa a perceber que a vida está apenas começando, que a gente já fez um monte de burrada, e que está na maior cilada acreditando que o que nunca deu certo, de uma hora pra outra vai dar.
Peraí.
Não sou mais uma garotinha esperando o onibus pra escola, sozinha.
Sou uma mulher de 45 anos e devia ter a cabeça no lugar.
E tenho.
Quer dize, só as vezes, preferencialmente em público.
Fora disso, sou eu mesma, um ser sem idade. Meu interior é o mesmo menino de sempre.Não me meço pelos anos que carrego na certidão de nascimento.
Me encolho e ainda sonho uns sonhos de menina moça. Alias, isso vem me enervando ultimamente;
Eu nuncat fui cheagada a sonhos de menina moça, e agora, fico tendo esses sonhos, igual obsessão... acho que estou sendo possuida igual naqueles filmes em que é preciso chamar o padre para fazer um exorcismo.
As vezes, sinto falta de viver perigosamente. Viver perigosamente quer dizer fazer exatamente aquilo que se quer fazer, sem prestar contas pra ninguém.
Tenho 45 anos, mas estou travada.
Não que isso me deixe envergonhada. Quem é o(a) sortudo (a)que pode realmente fazer aquilo que quer irresponsavelmente? sem pensar no amanha? nas consequências? nos filhos? no trabalho? na conta de luz no final do mes para pagar? no raio do empréstimo consignado feito pra poder viajar no final do ano?Quem nessa vida consegue esquecer da cara do gerente do banco?
Eu deveria saber aos 45 anos.
Deveria estar pensando em coisas mais concretas, fazendo coisas mais concretas, investindo em mim... focando na carreira..querendo colocar prótese de silicone, fazendo dieta pra caber no manequim 36 e fingindo que ainda sou uma jovem na academia.
Mas é como se uma baleia enorme tivesse me devorado e eu calmamente me acostumasse a escuridão. As vezes choro. Quero minha mãe.
Adoro minha escuridão interna. Adoro meus dias úmidos, meu eterno estado de poesia.
Vejo a vida como a via antes de completar os tais dos enta.
Dia desses Naninha, minha amiga ha mais de vinte anos. ( eu sei é horrivel dizer issso, sim, mas eu tinha apenas dezoito anos, quando a conheci, portanto é uma velha amiga.) me disse:- Cara, você era a mais moderninha de nós todas, ( nós todas: eu e mais duas amigas) e agora? e agora maria de fatima? ( é assim que ela me chama ha mais de 20 anos) Qual é a sua cara?
Humm... eu moderninha? só porque gostava do Legião Urbana? bebia todas? fumava uns? beijava todas as bocas que queria e me divertia com quem me agradasse? era morderninha porque fiquei gravida e não quis casar? era moderninha porque acampava e ficava dias fora de casa com meu indefectivel podrão da Topper e meu shortinho da wangler comprado na Ce A?
Era moderninha porque não sonhava filhos, nem familia e vivia cada dia de uma vez?
ou será que eu era moderninha porque a vida não me espantava e eu tomava gim e vodka ou invés de cuba libre?
Peraí.
Não sou mais uma garotinha esperando o onibus pra escola, sozinha.
Sou uma mulher de 45 anos e devia ter a cabeça no lugar.
E tenho.
Quer dize, só as vezes, preferencialmente em público.
Fora disso, sou eu mesma, um ser sem idade. Meu interior é o mesmo menino de sempre.Não me meço pelos anos que carrego na certidão de nascimento.
Me encolho e ainda sonho uns sonhos de menina moça. Alias, isso vem me enervando ultimamente;
Eu nuncat fui cheagada a sonhos de menina moça, e agora, fico tendo esses sonhos, igual obsessão... acho que estou sendo possuida igual naqueles filmes em que é preciso chamar o padre para fazer um exorcismo.
As vezes, sinto falta de viver perigosamente. Viver perigosamente quer dizer fazer exatamente aquilo que se quer fazer, sem prestar contas pra ninguém.
Tenho 45 anos, mas estou travada.
Não que isso me deixe envergonhada. Quem é o(a) sortudo (a)que pode realmente fazer aquilo que quer irresponsavelmente? sem pensar no amanha? nas consequências? nos filhos? no trabalho? na conta de luz no final do mes para pagar? no raio do empréstimo consignado feito pra poder viajar no final do ano?Quem nessa vida consegue esquecer da cara do gerente do banco?
Eu deveria saber aos 45 anos.
Deveria estar pensando em coisas mais concretas, fazendo coisas mais concretas, investindo em mim... focando na carreira..querendo colocar prótese de silicone, fazendo dieta pra caber no manequim 36 e fingindo que ainda sou uma jovem na academia.
Mas é como se uma baleia enorme tivesse me devorado e eu calmamente me acostumasse a escuridão. As vezes choro. Quero minha mãe.
Adoro minha escuridão interna. Adoro meus dias úmidos, meu eterno estado de poesia.
Vejo a vida como a via antes de completar os tais dos enta.
Dia desses Naninha, minha amiga ha mais de vinte anos. ( eu sei é horrivel dizer issso, sim, mas eu tinha apenas dezoito anos, quando a conheci, portanto é uma velha amiga.) me disse:- Cara, você era a mais moderninha de nós todas, ( nós todas: eu e mais duas amigas) e agora? e agora maria de fatima? ( é assim que ela me chama ha mais de 20 anos) Qual é a sua cara?
Humm... eu moderninha? só porque gostava do Legião Urbana? bebia todas? fumava uns? beijava todas as bocas que queria e me divertia com quem me agradasse? era morderninha porque fiquei gravida e não quis casar? era moderninha porque acampava e ficava dias fora de casa com meu indefectivel podrão da Topper e meu shortinho da wangler comprado na Ce A?
Era moderninha porque não sonhava filhos, nem familia e vivia cada dia de uma vez?
ou será que eu era moderninha porque a vida não me espantava e eu tomava gim e vodka ou invés de cuba libre?
domingo, 16 de setembro de 2012
Estou às avessas.
De uma hora pra outra saí de um inverno interno rigoroso e sombrio e dei de escrever...
Foi a melhor coisa que fiz nos últimos cinco anos, já que as postagens no blog tem sido meramente burocráticas, já que não conseguia pensar em nada, além de viver um dia após o outro, reclamando da vida.
Tudo estava sem sentindo e de repente as manhãs ensolaradas.... Dei de escrever.
E juntamente com a vontade de matar essa fome, uma outra coisa aconteceu: Dei de ler absurdamente.
Não me critiquem. Sempre li muito. Cinco livros por vez. De manhã, de tarde, de noite e nas altas madrugadas.
Depois a coisa foi dimiunindo a olhos vistos, já que uma catarata consumia my eyes.
Operei a catarata tem 20 dias. Isso me animou. Mesmo que de um lado o mundo seja vivo fuorescente, e do outro lado, amarelo pastel embassado.
O médico recomendou outra operação daqui a 15 dias. Reviver o olho direito..
Fico pensando o que vai acontecer comigo.
Me irradio de alegria.
Se vendo pela metade, estou tão disposta a escrever, errar, a me enverhonhar dos meus escritos publicamente, quem dirá o que pode me acontecer, quando o mundo finalmente se tornar fluorescente por inteiro?
Minha alma voa acima do meu corpo, e me vejo no meu canto, digitando como louca, escrevendo nos meus cadernos. Feliz, igual criança quando pede um doce, e a mãe sorridente diz sim, compra o doce e ainda come junto.
De uma hora pra outra saí de um inverno interno rigoroso e sombrio e dei de escrever...
Foi a melhor coisa que fiz nos últimos cinco anos, já que as postagens no blog tem sido meramente burocráticas, já que não conseguia pensar em nada, além de viver um dia após o outro, reclamando da vida.
Tudo estava sem sentindo e de repente as manhãs ensolaradas.... Dei de escrever.
E juntamente com a vontade de matar essa fome, uma outra coisa aconteceu: Dei de ler absurdamente.
Não me critiquem. Sempre li muito. Cinco livros por vez. De manhã, de tarde, de noite e nas altas madrugadas.
Depois a coisa foi dimiunindo a olhos vistos, já que uma catarata consumia my eyes.
Operei a catarata tem 20 dias. Isso me animou. Mesmo que de um lado o mundo seja vivo fuorescente, e do outro lado, amarelo pastel embassado.
O médico recomendou outra operação daqui a 15 dias. Reviver o olho direito..
Fico pensando o que vai acontecer comigo.
Me irradio de alegria.
Se vendo pela metade, estou tão disposta a escrever, errar, a me enverhonhar dos meus escritos publicamente, quem dirá o que pode me acontecer, quando o mundo finalmente se tornar fluorescente por inteiro?
Minha alma voa acima do meu corpo, e me vejo no meu canto, digitando como louca, escrevendo nos meus cadernos. Feliz, igual criança quando pede um doce, e a mãe sorridente diz sim, compra o doce e ainda come junto.
Resolvi arrumar os livros na estante e decidi que fazê-los ia conversar entre si, sem obedecer a tamanhos, ordem ou gêneros.
Oswald de Andrade do lado de Jean Genet, Rachel de Queiroz em prosa com Jane Austen, Lya Luft do ladindo de Menalton Braff; Clarice sozinha com os seus. João Guimarães Rosa brigou e quis ficar perto de Gabriela. Compreensível.
Focault renunciou a estante principal e preferiu ir para o exílio do armário do quarto. Manuel Bandeira preferiu Haroldo de Oliveira. Apenas diferente. Millôr se aconchegou com Saramago, e Cecilia depois dos rodopios virou passarinho com Manoel de Barros.
Marina Colassanti se desdobra entre João Cabral de Melo Neto e Érico Verissimo.
Nelida Piñon atormentada por Goethe enquanto João Américo de Almeida reina absoluto na sua tríade, minha forma geométrica preferida.
Mario Quintana quietinho.Do seu lado, o espevitado Darcy Ribeitro.
Muniz Sodré no meio do caminho de Drummond, Machado fez questão de dormitar ao lado de Florestan Fernandes enquanto Paulo Freire não resistiu aos encantos de Lygia Bojunga.
Não que eu tenha programado nada.
A coisa simplesmente aconteceu
Estou curiossima pra ver que bicho vai dar esse coloquio interessante.
Oswald de Andrade do lado de Jean Genet, Rachel de Queiroz em prosa com Jane Austen, Lya Luft do ladindo de Menalton Braff; Clarice sozinha com os seus. João Guimarães Rosa brigou e quis ficar perto de Gabriela. Compreensível.
Focault renunciou a estante principal e preferiu ir para o exílio do armário do quarto. Manuel Bandeira preferiu Haroldo de Oliveira. Apenas diferente. Millôr se aconchegou com Saramago, e Cecilia depois dos rodopios virou passarinho com Manoel de Barros.
Marina Colassanti se desdobra entre João Cabral de Melo Neto e Érico Verissimo.
Nelida Piñon atormentada por Goethe enquanto João Américo de Almeida reina absoluto na sua tríade, minha forma geométrica preferida.
Mario Quintana quietinho.Do seu lado, o espevitado Darcy Ribeitro.
Muniz Sodré no meio do caminho de Drummond, Machado fez questão de dormitar ao lado de Florestan Fernandes enquanto Paulo Freire não resistiu aos encantos de Lygia Bojunga.
Não que eu tenha programado nada.
A coisa simplesmente aconteceu
Estou curiossima pra ver que bicho vai dar esse coloquio interessante.
sábado, 15 de setembro de 2012
Dia desses, estava eu, em mais uma crise de identidade.
Normal.
Desde que me conheço por gente, que vivo crises assim: intensas, desfigurativas,complexas e que nunca chegam a lugar nenhum.
Por uma artimanha do destino, cruzei com um amigo no skype.
Ele é um artista, é ilustrador, sensível... aprendeu a decifrar as palavras que o autor expressa, através das linhas do desenho..
E comecei meu blalablabla...
"Eu não consigo escrever... não tenho rotina, as palavras fogem de mim, estou tão down,,, tive diarios a vida toda, escrevi a vida toda, mas na verdade acho que não tenho nada a dizer e blablablablabla...".
Cansativo.
Coitado do ouvido desse meu amigo.
Se fosse eu, não pensaria duas vezes: me excluiria do skype para sempre, nessa e na outra encarnação.
Mas ele é um doce. É um artista. Nunca faria isso.
Entende a aflição. A costura e o bordado.
E me disse. -Fica calma e acha o seu estilo de escrita
-Ai meu deus.... estilo de escrita?
-Esse estilo ja existe.Procure em todos os seus textos o que se repete, procure. Quando achar comece a utilizar mais...
-Ahã... ok.
Agora estou com medo de procurar.
E a crise continua. Intensa. Desfigarativa. Complexa.
Normal.
Desde que me conheço por gente, que vivo crises assim: intensas, desfigurativas,complexas e que nunca chegam a lugar nenhum.
Por uma artimanha do destino, cruzei com um amigo no skype.
Ele é um artista, é ilustrador, sensível... aprendeu a decifrar as palavras que o autor expressa, através das linhas do desenho..
E comecei meu blalablabla...
"Eu não consigo escrever... não tenho rotina, as palavras fogem de mim, estou tão down,,, tive diarios a vida toda, escrevi a vida toda, mas na verdade acho que não tenho nada a dizer e blablablablabla...".
Cansativo.
Coitado do ouvido desse meu amigo.
Se fosse eu, não pensaria duas vezes: me excluiria do skype para sempre, nessa e na outra encarnação.
Mas ele é um doce. É um artista. Nunca faria isso.
Entende a aflição. A costura e o bordado.
E me disse. -Fica calma e acha o seu estilo de escrita
-Ai meu deus.... estilo de escrita?
-Esse estilo ja existe.Procure em todos os seus textos o que se repete, procure. Quando achar comece a utilizar mais...
-Ahã... ok.
Agora estou com medo de procurar.
E a crise continua. Intensa. Desfigarativa. Complexa.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
O mal de nós mesmos, é aquele que negamos, mas que que habita em nós... cegos, damos voltas e mais voltas nos atalhos para dizer que o mal está sempre o outro...Mas quanto mais negamos o mal em nós, mais ele se fortalece...
E a mediocridade de nós mesmos? a escondemos nas gavetas e deixamos emborolar, para que ela esqueça de se manifestar, enquanto atônitos, levamos o cachorro pra passear...
E essa vontade de roer a corda e sair do mundo? O que é afinal?
Vontade de não estar, de não ser, de se perder e nunca mais voltar para o lugar que é nossa prisão...
E essa vontade de roer a corda e sair do mundo? O que é afinal?
Vontade de não estar, de não ser, de se perder e nunca mais voltar para o lugar que é nossa prisão...
Mas e se durante a volta não tiver nada além das violetas na janela? Encafifadas.Morrendo de febre neste calor de 40 e poucos graus?
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Ser feliz ou ter uma vida interessante?
Essa indagação nasceu
de um texto que li da Martha Medeiros ha muito tempo, sobre a citação do psicanalista Contardo
Calligaris que comentou que ser feliz não é tão importante, que mais vale viver
uma vida interessante.
Se isso me fosse dito quando esperava que o sol
nascesse todas as manhãs do mesmo jeito, com a
minha intrasigência habitual, maturada pela imaturidade, mandaria esse
psicanalista ir colher chuchus, como nos versos de Adélia.
Mas agora me vejo tão pertencida desse pensamento.
Não precisar da felicidade, necessariamente para ser
feliz, é de uma libertação que ainda me choca, mas é uma atitude que venho
cultivando a cada dia que passa, com a força de tratores.
Quando acreditamos que um dia de chuva pode acabar com
a nossa felicidade, ou um vestido que tem o fio puxado, ou o cara que você ama
não é exatamente aquilo que você sonha de um homem perfeito, estamos fadados a
eterna insatisfação.
Não que tenhamos que os contentar com o pouco, com o
mínimo, mas é preciso extrair da vida o que ela te oferece.
Ter uma vida interessante parece sim a vida
perfeita.
Mas somente agora posso dizer isso.
Passada a aflição da metáfora,
posso me entregar a antítese sem medos.
Posso parir o desconhecido, enfrentar velhos desafios,
me entregar às
ambições mais pequenas como ler um livro sem ser incomodada, isso sim
felicidade suprema.
Coisas pequenas nos fazem tão bem, pena que não nos
damos conta disso.
Eu tive que aprender no sufoco a dar a valor as pequnas coisas sem almejar as metas tradicionais, ao
que supostamente estava escrito.
E só me dei conta disso, quando saí do poço e vi que
a cada dia eu recomeçava do zero.
Cada dia era um dia diferente e que eu estava
disposta a tudo.
Realmente dá trabalho viver.
Mas é tão bom.
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