segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

sistema de crenças?




Nosso  sistema de crenças nos define.

Aprendemos  desde cedo que homem não chora, os últimos serão os primeiros, que não devemos falar alto, que devemos... que temos a obrigação de... que azul é cor de homem, e rosa é cor de mulher, que isso... que aquilo...

Aprendemos a nos definir conforme aquilo que vemos, que ouvimos, que aprendemos em casa, nos templos... e vivemos assim  até que um canal se abre e você percebe que todo esse sistema que você sempre acreditou são fatores limitantes na sua vida.. que geram infelicidade, sentimentos de inferioridade, vergonha, medo, incapacidade...

E vamos criando um mundo onde somos vítimas, e todos são os vilões. O mundo, tão precioso, passa a ser um lugar que odiamos, cheio de perigos e zonas onde não podemos sequer pensar em pisar. O outro passa a ser um inimigo feroz, e nossa postura passa a ser de julgadores... julgamos, julgamos, julgamos, julgamos...

E vamos nos afundando num martírio de pragas e rezas, de desconforto e descarinho. De incertezas e paranóias, tudo porque acreditamos que tudo o que dizem, o que falam, o que pregam, o que postam no facebook, é a verdade absoluta.

Nosso sistema de crenças no define?

E se a verdade estiver dentro? dentro da gente?

        O que será que a gente faria?

terça-feira, 23 de dezembro de 2014


É preciso ser casca grossa.
É preciso ter casca grossa,
É preciso escolher: Eu os outros?
O melhor pra mim? ou o melhor para os outros?
O que eu penso? ou que os outros pensam?
Quem eu sou? ou que os outros acham  que sou?
Na frente ou atrás?
Meninos ou meninas?
Ter? meter? sofrer? emburrecer?  crescer? me capacitar? satisfazer... a quem? a mim? aos outros?

Essas são as minhas reflexões de ano novo.
nada de dietas, de metas inalcançáveis, de coisas que zuretram a cabeça.
Não quero mais nada disso.

Sinto muito aos interessados, ou desinteressados.
Minha lista de ano novo só tem eu.
Decidi que 2015 é meu.
E encaro com meus olhos de criança na boleia de um caminhão de mudança.

O que eu quero pra mim, o que é melhor pra mim, quem eu deixo na minha vida, quem eu tiro. O trabalho que eu quero fazer, com as pessoas que eu escolher( graças a deus e ao universo, posso fazer isso...), quem me faz rir, tá dentro.

Quem me faz chorar, me espezinha, me humilha, me arrebenta, que se exploda no universo.

Quem quiser fazer palhaçada na minha vida, que procure outro picadeiro, porque este aqui, está fechado, meu bem.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014



Final do ano sempre o mesmo blá blá blá

Dizem que é o  tempo da esperança, do amor e do perdão....
Onde essa gente encontra verdade nessas fabricações de verdades?
Tempo de esperança é sempre, tempo do amor é sempre , tempo do perdão, é sempre.
Sempre que necessário.
Sempre que preciso.
E sempre que descer goela abaixo.
A esperança nem sempre rola. Os dias de baixo astral são muitos, e são bons. O que não mata, fortalece.
O amor, pode virar desamor, ódio, ou sei lá mais o quê, depende do freguês.
O perdão... bem o perdão.. tem que fazer muita oração e muita penitência.
Não é fácil perdoar.
Tem que ter auto estima forte, pensamento firme e aptidão para levar a vida na mariola.
Tem que ter fígado, estômago, e dependendo do ocorrido e da pessoa envolvida na questão, perdoar, significa nunca mais olhar para a cara do dito(a)  cujo(a).
Simples assim.  
Portanto,  não me venham com mais dos mesmos.
O que eu quero mesmo é comer rabanada....

segunda-feira, 28 de julho de 2014

E então... a vida.

decepções...

Decepcionar-se com uma pessoa é um ato de amor ao contrário.Não é ódio, nem amargura, nem despeito ou tristeza.

É decepção.

É  ter esperado pelo que podia ter sido e nunca foi.

Pela esperança da mudança que nunca veio.

Decepcionar-se é ter acreditado em algo melhor, num gesto diferente, numa palavra fora do lugar, é ter apostado e ter perdido.

Não é desamor.
Nem ódio.

É algo grande. Profundo.

E tão profundamente amargo, quanto o vazio.


terça-feira, 3 de junho de 2014

diálogos da copa

 

- Vamos ver esse jogo Portugal e Grécia?
- Pra que? O Brasil não vai pegar eles mesmos...
- Quem sabe? futebol nunca se sabe...
-Olha a escalação do time da Grécia... ..Não tem nem um brasileiro jogando!!!!

- É claro né? é a se-le-ção da Grécia, minha filha!!!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

sobre Deus


Quem sabe os desígnios de Deus?
Quem sabe o que Ele realmente pensa?
Quem coloca palavras na boca do Santo?
Quem sabe o  que Deus pensa  quando nos enrodilhamos debaixo do cobertor querendo que a nossa vida se esvaia feito sangue?
O que será o pecado aos olhos de Deus? O que ele realmente pensa sobre todas as coisas que ele mesmo criou?
Muitos dirão que minhas perguntas estão atrasadas. As respostas estão todas contidas num  livro escrito por homens inspirados por Deus ha  mais de mil anos atras.
Escritores. Assim, como eu.
Escritores que acordam de manhã e diante de um lindo de  sol e cheios de graça e amor abençoam aquele dia com palavras calmas e dóceis que amansam e dão retidão aos espíritos aflitos.
Escritores que acordam de manha e ao se depararem com uma linda mulher deitada ao seu lado, se labuzam de poesia, de leite  e de mel.
Escritores que ao ver a fome  e a miséria de seu povo, se indignam e criam hipóteses apocalípticas e subversivas cheias de dor e terror.
Não digo que não me refugio nestas palavras. Nem as nego.
Não digo  que não louvo os salmos e que Isaias me impressiona com suas quase sempre certeiras palavras.
Já chorei muito junto ao meu bom pastor e sonhei com suas pastagens verdes e quando quando saia dessas palavras, era como sair de um rio. Limpa, porém molhada, revigorada.Pronta para minhas tantas  batalhas davidianas.
Mas quem sabe o que realmente Deus espera de nós?
O que Ele realmente pensa de nós? da vida? 
O que Ele  realmente pensa ?
Deus. O Deus de verdade,  não o da Verdade.
Então, a vida nada mais é do que um infinito mistério aberto diante de nós?
Um mistério tão profundo que nos faz parentes distantes das estrelas
Quem pode dizer o que é certo e errado aos olhos de Deus?
Qual será sua ética?sua estética? sua dialética?  Quais serão seus eufemismos?
Se é que um dia saberemos, a fé é o que nos leva adiante.
A esperança, que jaz na caixa de pandora como vicio e não como virtude é o grande triunfo da vida.
A  esperança  virou a mesa e ao tê-la feito, nos salvou intimamente de nós mesmos e do mundo. 

sábado, 17 de maio de 2014


É preciso respeitar os dons.
Desde pequena que sigo pelo mundo, fazendo poesia. Não dessas que respiram a mesma pelos poros.
A poesia está em mim, assim, como o Sena está para Paris.
Nascedouro e morredouro a poesia nasceu sem que eu me  desse conta.
Não sei fazer poesia, sem os sentimentos. Não sei manipular as palavras  e faze-las rimas.
Só sei construir castelos de areia, que na primeira onda, se vão.
A poesia é este vasto caminho aberto no peito.
É preciso respeitar os dons.
E no meio do caminho, descobri a prosa infantil.
Angustias...palavras que me deram angústia  e culpa
Não. Não sei escrever pra crianças, embora ame contar as histórias para elas ouvirem.
Qualquer história serve, desde que descompasse, que mexa, que sacuda, que apaixone...
A calmaria chega, quando uma frase insistente martela na cabeça: É preciso respeitar os dons.
Então, sou poeta.
Simples.
Não quero mais que isso.
Apenas uma poeta quieta de passagem por este mundo.
peço apenas que não me cale a palavra.
esta palavra que me move, que me angustia, que me surpreende e que, como sina, sempre me salva.
 

quarta-feira, 7 de maio de 2014




Então entre um dia cheio de indagações e indignações estou aqui.
 Não tenho nome de  de passarinho... Que pena.
Maria... Maria.... Nome de santa?
E no meio do dia, do suor escorrendo, das inúeras  fatalidades,
resolvo dar um chute na vida e ir gravar um disco.
Com poesias.
Ulterino.
Cheio de vida que me falta
cheio de alegrias que fui deixando pra trás.
Como vai você?
Como vai realmente você, Maria?
Me encontre na esquina do hotel.

E no meio da noite, não escapo do destino.
E quando lembro do meu dia, da minha pequena felicidade, do meu chute no ar, choro.

Me recuso de fazer de minha vida uma prisão.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Hoje minha mãe me ligou cobrando minha antiga alegria.
Ela falou dos meus sorrisos incríveis e como eu tocava violão.
ela não se lembrava que era tudo desafinado e disfuncional.  Tirava apenas uma musica  e ela saia toda torta.
O que com certeza ela lembrava era da minha alegria e convicção que eu  tocaria uma musica apenas. Apenas uma, me satisfaria.  E acho que os ouvidos dela agradeceriam.
Ela me lembrou da minha fé, dos meus sonhos, da minha força.
e novamente da minha alegria.
enquanto ela falava, eu tentava me reconhecer nas suas palavras.
era como se falássemos de uma pessoa que eu não conhecia.  Era uma pessoa que eu tinha perdido.
Ela falou que parecia que eu dormia, e não via a hora de eu acordar.
Eu ouvi calada.
Não tinha nada pra falar.
N
em pra lembrar.

domingo, 20 de abril de 2014

Deixar que a alguma palavra me preencha, eis meus passos.
Preciso sair desse vazio de metáforas e encantamentos...

Escrever algo que me satisfaça,  pra essa dor que nunca acaba.
Minar as ausências e criar neologismos para meu vale de lágrimas particular.
De repente, nada mais tem jeito.
Mas de repente, tudo pode dar pé.

 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

 Vestir um vestido amarelo.
Deixar que o sol me invanda
Me cobrir de primavera
Transpirar girassóis.