terça-feira, 24 de julho de 2012




Assim te espero todas as noites.
Noiva.
Dispo-me sem muita liturgia, e entrego-me sem dó nem piedade nesta espiral de nós dois...
Falamos pouco... Não há muito a ser dito.
Pouco de nós está presente.
Nos comunicando de um jeito que ninguém sabe, nem nunca saberá. Pois este é um orô das deusas, um dos mistérios da infinita pajelança...
Estamos ali, e o mundo ao nosso redor não tem dono, nem lugar para nós dois.
Mas o que há?Diga-me devagar, que é para eu não me assustar...
Há um silêncio que é nosso.
Uma intimidade fingida, que não ousamos admitir...
Negamos nossa maturidade
ela nos expõe ao ridículo;
E não queremos isso.
Todos nossos amigos a nos julgar.
 O que realmente importa, ninguém nunca vai saber:  te espero todas as noites
noiva.
E cúmplices, vamos seguindo
ambos, sem direção.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Meia noite em Paris. Wood Allen.
Para mim, já valia o filme todo, o belo presente que o cineasta nos oferece, com a Paris vista pelos olhos de uma pessoa sensivel à cidade...
Paris linda chovendo, as vielas de ruas centenárias, os jardins, as bancas de jornal, a torre effeil vista de lado, de um canto qualquer,ou com o metrô passando bem na sua frente.
E ao mesmo tempo, Gal Costa cantando "Sua Estupidez" do Roberto é arrebatador!!!!!
Não sei se estou conseguindo fazer tudo o que plenejei nessas férias, mas o que acontece de repente é tão bom... E não quero sentir culpa de nada.




terça-feira, 17 de julho de 2012

zebra


Africana, livre, faceira, a zebra é um animal que vive em família, e tem, como predador natural, o leão.

Porém, as zebras, aprenderam rapidamente que o pior predador que existe é aquele que olha para uma zebra e pensa: Nossa daria um lindo sapato ou uma linda bolsa!!!

segunda-feira, 16 de julho de 2012





Estou numa fase que não me permito nenhuma impenetrabilidade...
Principalmente de pessoas.
Há pessoas que são mundos impenetráveis, e você fica seriamente tentado a pensar se ali existe um universo particular.
Certamente que si... mas nessa fase da vida, mistérios bons são os desvendáveis... não quero ter trabalho para descobrir ir o que não se mostra, o que é oculto, e tão profundamente indolor às querelas e procuras...
Quero tudo a minha disposição, os quereres, os prazeres,as tranqueiras e outras mixarias...
Minha mãe diz que tô ficando velha.
Eu acho que simplesmente estou aprendendo a viver a vida.

sobre facebook




Tinha algum tempo que eu não entrava no face book.
Não sei bem se a ferramenta não me agrada mais, ou se estar lar é uma perda de tempo para mim.
Perde-se um tempo ali...As vezes, inimaginável...
Agora estou numa fase “Estou preocupada em viver minha vida.”
Quero ler meus filhos, estar com meus livros...
Navegar no facebook é como estar num mundo  a parte, tão ilusório e irreal que até as amizades que são verdadeira  e leais, ali parecem anormais...
Mas isto é para mim, É que sinto. Não me espanto. Nada tudo sempre pode ser igual ao que era antes ou ao que nunca foi...
Notaram que agora todo mundo adiciona local da postagem: hotel, teatro, bares,  restaurantes, próximo a Belenzinho, 72h para embarcar para Veneza...
Eu sou mais simples:  Planeta Quero Minhas férias!  Planeta Hilda Hirst, Planeta estou vendo Discovery com meus filhos...

Moral desta History, que não vai chegar a lugar nenhum: Tudo  é dialética! 

Primeiro dia de férias.
Não sei ainda o que faço tão tantos espaços vazios. Mas os planos precisam ser muito bem organizados, porque senão não dá tempo de quase nada.
Primeiro: curtir os filhos e poder estar com eles: almoçando, vendo discovery juntos, brincar pelo controle, pipoca, canjica, cinema e uma livraria no meio da tarde.
Depois os médicos, oftamologistas,ginecologistas e pode até ser que role um cardiologista.
Finalmente chego às leituras. Tantas e atrasadas: filosofia, ambiente, educação, um romance aqui, revistas ali, o ultimo do Muniz Sodré.

A poesia entra no projeto noturno "poesias interativas" onde são lidas poesias eróticas de todos os tempos. Um projeto alternativo muito diferente, mas o sarau é apenas pra 2.

E ademais... Escrever... escrever... escrever... Coisa que não me dedico ha algum tempo.

Preciso atualizar os blogs,escrever um artigos sobre a poética entre Cecília Meireles e Roseana Muray, preciso acordar os textos infantis que estão dormindo,revisar pela 355º vez meu livro de poesias...
Não escrever para um escritor é como estar num planeta sufocado por gases tóxicos...
Preciso sentir de novo o peso da pena, e estou voltando para casa depois de um longo e lexotanico tempo.
Assim sigo. Sem saber se volto ou não das férias.

quinta-feira, 5 de julho de 2012


Quem pode me explicar porque os buracos negros só  sabem sugar?Eles nunca vomitam nada, e mesmo assim, engolem tudo sem distinção...
 E essa coisa toda tão  bem explicadinha? e essa coisa tão correta e chata? Pormenores indiziveis...
Tudo  é tão  simples... tudo é  tão complexo...
Até os atalhos estão cheios de regras tão certinhas
Pensarcomotodomundopensarcomotodomundopensarcomo todomundo
besteiras burguesas de um mundo comum
fetiches,sonos mal dormidos, amigos cibernéticos e amores na tela do computador
E todos vão seguindo a mesma  trilha, sem gilete. 
Pela metade, seguindo até um ponto de referência.
Esquerda? direita?
Ao norte, ensina a bússola.

Esquecer o que se quer. Mas o que realmente se quer?
os quereres pares.
Desfazeres impares.
Vontade de chorar no meio do dia.
As certezas inacabadas vão fazendo fila todo dia e essa incompletude que não alimenta tudo?Será  que no final, isso vai levar a algum lugar?
Não escolho os caminhos. Eles mesmo se escolhem.
 Caminhos são modernos. Sustentáveis. Autogestionados.
E essa vontade de andar descalça no meio da noite?
Me diz o que faço com essa amplitude que me queima os olhos?
A memória entranha pelos ossos e  vai adentrando  toda a carne.

A lembrança dos risos dos filhos alimenta as paredes da casa. Silenciosos permanecem os móveis, atentos, os livros.
As buganvílias brancas e os jasmins  já não existem mais.
Mesmo assim, as formigas continuam  carregando suas folhas no quintal...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

rio mais 20

Momentos interessantes na cúpula dos povos...

 Exposição Pier Mauá

Você pode estar num lugar assistindo a um bom jazz, e dali a pouco assistir uma palestra com a Marina Silva ou Paul Singer, comprar banana pra fritar do muitirão dos sem Terra de porto Seguro, fazer uma pintura dos indios Parecis, participar de um protesto solitário com um ecologista do japão, dançar um forró com as mulheres ceraenses, ouvir uma experiência africana na  tenda intereligiosa, saudar os orixás, participar da plenária dos moradores de rua que lutam por autonomia, cultura e saúde, partuiipar das plenárias indígenas, das plenárias de alimentação alternativa, sustentabilidade, energia nuclear e aletrnativas, dançar um toré com os Tupinambás, enfim...  Essa é a Cúpula dos Povos...As vozes paralelas da Rio mais Vinte estão lá: Vivas, vibrantes, buscando um lugar na midia para reivindicações justas, enquanto isso, os governantes parecem que não estão entendendo a responsabilidade dos paises em buscar saída para a nossa vida no planeta terra.




Passeata ecologica com alunos da baixada fluminense: Rumo a Cúpula