sábado, 7 de novembro de 2009

sobre princípes e sapos

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

this is it


 
Acabei me rendendo e  fui assistir  "This is It".

Achei que tava de saco cheio de Michel Jackson, mas sabe que foi muito bom ter ido assistir ao filme? E se você  tiver com a mesma sensação que eu estava, não  ceda a sua intriga íntima, vá ao cinema.
Nem que seja por curiosidade, para poder ver a quantas andava aquela alma antes de morrer.

Mas não espere encontrar nenhum sinal da tragédia inesperada. Não há sinais.
Há um artista comprometido em fazer o melhor e exigindo o melhor dos artistas ao seu redor.
 Eu me surpeeendi.

Michael estava vivo.
 
A animação dos fãs antes do espetáculo, ou melhor, antes da sessão era contagiante. Nunca me diverti tanto vendo um filme. Parecíamos que fazíamos parte daquilo lá. 

Um Michael Jackson em forma, cantando muito, dançando menos do que há vinte anos atrás, perái eu falei  vinte anos atrás?

Tudo bem,o cara não estava dançando como antes, mas era ensaio, não queria dar tudo de si e etcetera e tal, mas os passos principais que o imortalizaram estavam todos lá.

Gente, o Michel Jackson estava lá, inteiro, cantando, algumas(poucas) horas botando os buchos pra fora, e dando show de gentiliza.

Muitas pessoas cruéis, arrogantes e prepotentes  que rondam por aí, deveriam ver nessa atitude  um  grande exemplo. Um cara famosíssímo, riquíssimo, e depois pseudo pobríssimo, enfim uma celebridade moderna, esbanjando modéstia e gentilleza.

Só me fez confirmar o que o profeta já dizia: Gentileza gera gentileza mesmo!

Eu particularmente gostei do filme.

Mas não espere bom gosto viu?Tudo  é demais.Luz demais, fogo demais, tudo Michael Jackson demais.
Imaginem que tem até uma retroescavadeira no palco!

Foi  engraçado ouvir o  Diretor Ortega, falando "Uau! isso é Rock and roll".


É um mega show anárquico decadente.
Mas acredito que quem tivesse  a oportunidade de assistir ao vivo, iria gostar.
Os seus fãs iriam gostar.

Até as indefectíveis ombreiras parecendo orelhas de gato estavam lá, seus gostos por marchinhas militares também, a famosa  pegada no...você sabe onde... Presente!

O Xexeo  na sua crônica de quarta feira mandou levar a caixinha de lenços de papel yes para a hora da canção I'll be there.
Mas eu que sou a maior maria chorona do mundo, não derramei uma lágrima. Estava mais preocupada em curtir tudo.

O show  ainda surpreende com umas guitarradas iradas.(Aí sim, puro rock and roll)(!?.)


Mas tudo aquilo que vi e ouvi  me deu um sentimento esquisito.

Desde que nasci que o Michael Jackson está no mundo. Ainda  quando eu era uma criança, ele  já  era um pré adolescente famoso.
Vi  ele  tornar-se  o grande  astro pop, dancei Billie Jean, Beat it, não ia pra escola sem ver o vídeo de Trillher na Band, fiquei chocada enquanto  ele ia  se tornando branco, sem nariz, sem forma, tive a desfaçatez de acompanhar o seu julgamento pela E!Entertenaiment Television e tudo o mais .

Foi o mesmo vazio que senti  quando o Elvis morreu.Eu era bem novinha, mas cresci vendo o King Creole cantando na Sessão da Tarde.

(Pára tudo! E  quando ele cantava  Sylvia e May Way?E aquele sorrizinho safadinho que deus lhe deu?Uau!)

Enfim.

Sabe, no final de tudo, o vazio  é  a simples  percepção que  a vida passa mesmo.

Elvis está morto.
Michael Jackson está morto.

This is it.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

triste trópico, trópico triste

Estou tão chocada com a série de reportagens de "O Globo" sobre  como o crack está se inserindo gradativamente na vida dos meninos e meninas de rua  e na classe média do Rio.
Coisa triste.
Cenas tristes.
Concordo com Rubens  Cesar do Viva Rio que diz  que estamos meio que cansados de ficar chocados com essas cenas,somos transeuntes culpados que se deparam todos os dias com os  mesmos problemas, e  nos acostumamos a virar as costas para estes meninos e meninas.

Quisera eu poder fazer alguma coisa. Você pode fazer alguma? O que nós podemos fazer?Vamos nos juntar pra fazer algo?
Ainda é possível fazer alguma coisa?
O que eu posso fazer?Eu  simplesmente gostaria de saber como lidar com isso.
Mas me sinto muito impotente.


Bem, depois que  acabei de ler o jornal de hoje, nunca mais serei a mesma:

1º - Levi Strauss morreu. Esse final de semana  conversei muito sobre ele, e o engraçado é que dormi com Triste Trópicos debaixo do travesseiro, porque na verdade, estou sendo tentada a fazer  um trabalho com os indios nambiquaras, e Strauss entre eles  é a referência suprema.(Inclusive quando ele fez 100 anos há alguns meses atrás, alguns nambiquaras foram até Paris, tocar flauta para ele.Eu que já tive a oportunidade de ouvir uma flauta nambiquara, posso dizer que o som é inesquecível.)

2º- Quem o  Fernando Henrique Cardoso pensa que é hein? Acho que ele sofre de amnésia crônica.

3º-Estou devastada com a questão do crack na minha cidade.Podia ser até coisa de gente ingênua, mas nunca achei   que fosse ver esse troço tão infiltrado nas nossas calçadas.

4º- Tremenda dor de cabeça-Meu sonho de ser cronista, vai se esmorrecendo aos poucos...

(imagem Maggie Taylor)

Hoje de manhã acordei decidida a enfrentar de vez a  minha situação.

Certas decisões fazem uma diferença danada na vida de uma pessoa. Eu por mim mesma, tomei uma decisão que nada interfere na vida alheia.

Decidi que tenho que focar a minha escrita em algo pálpavel.
Não sei bem o que isso significa, mas deve significar algo, pois na hora que pensei  achei realmente que estava tomando a decisão que iria mudar meu destino, tomar a rédea do meu caminho, enfim, aquela luz no fim do túnel.

Achei que as coisas por aqui andam meio insossas e que devia alguma escrita  de qualidade às pessoas que ou caem aqui de paraquedas ou realmente frequentam  acreditando que eu tenha algo para dizer.

Esse ter algo para dizer é uma coisa meio estranha quando você escreve de manhã e seu estomago está na verdade querendo que você desça e tome um café, vendo Ana Maria Braga, afinal, ninguém é de ferro, para filosofar em  tão tenras horas, ainda mais com a  barriga vazia.

Mas retomando, decidi que agora só vou escrever coisas  sérias, e que interessem a um público variado.

Nada de ficar falando em coisas pessoais como "Hoje é o meu primeio dia de férias, não sei se morro de felicidade ou de tédio," ou então "Vocês viram as últimas crônicas do  Xexéo? ou "Estou sofrendo de depressão profunda, não sei se corto os pulsos ou  se vomito até morrer."

Ou dou dicas sérias: Leiam  Piauí.

A verdade é que nesses dias, estou tentando me dar uma levada a sério, se por acaso, eu não conseguir, me perdoem, o ser humano é fraco mesmo, e essa capacidade humana de rever é tudo na vida de uma pessoa insegura como eu.

Mas não poderia terminar o que nem comecei sem  dizer  que o que gostaria mesmo era que a minha porção MM (Marta Medeiros) entrasse em ação, pulasse no campo e pimba na gorduchinha!

Queria uma porção dessa   maga da fala popular, que diz  uma coisa e todo mundo entende, que tem a peraltice de se  dizer uma chata, e todo mundo achar marailhoso.

Mas como vou dizer pra todo mundo  que eu também sou  uma chata? Tenho somente 3 leitores assíduos que descambarão pra outros lados se descobrirem a verdade de mim mesma.

Corre o risco até de eu mesma, descambar pra outros lados.


Apodrecer sozinha  no facebook.

Viagem de careta dura pouco.

Não adianta muita coisa querer ser cronista.
Isso não se aprende num dia, nem se decide de próprio punho.


Estou com preguiça. Vou tomar  o meu café.

terça-feira, 3 de novembro de 2009


"Meu Deus! Meu Deus! Como tudo é esquisito hoje. E ontem era tudo exatamente como de costume! Será que fui eu que mudei à noite? Deixe-me pensar: eu era a mesma quando eu levantei hoje de manhã? Eu estou quase achando que posso me lembrar de me sentir um pouco diferente. Mas se eu não sou a cmesma, a próxima pergunta é: Quem é que eu sou? Ah, essa é a grande charada."

Quem disse isso? Alice in Alice no País das Maravilhas.

Qualquer semelhança é verossimilhança.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

mulher borboleta


Em minha defesa eu falo que não estou nem aí para o que pensam de mim.
Não preciso provar nada pra ninguém.
Sou a dona do meu nariz.

Demorei tempos pra definir minhas prioridades e apanhei muito da vida por conta disso.

Sou responsável o tanto que é possível e porra lôca o quanto quero. Menos do que gostaria.Menos do que me permito.

Tenho meus dramas pessoais, muitas vezes não sei para onde vou, sou indecisa, insegura, tenho vergonha do que escrevo e acho que por isso publico tão pouco.

Não ligo de receber nãos.

A vida é tão generosa comigo.
Deus é tão generoso comigo e cuida tanto de mim.
Meus amigos são escolhidos.
E posso me dar ao direito de mandar ás favas a razão.

Sou mulher borboleta. Livre, voo por ai. Jardim em jardim.

De vida curta, como pimenta de arder os olhos, suplico de joelhos e acolho meus rebentos no colo.
Porque assim é que deve ser.

Em minha defesa, só tenho a dizer: Minha escrita é libertadora, e eu só quero ser feliz.

imagem da Maggie Taylor ( eu não canso)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

jardim das esculturas

Perto de Melbourne, na Austrália, numa pequena cidade chamada Marysville, podemos encontrar um jardim original constituído por uma grande mancha de floresta tropical. O que o torna peculiar é não só o facto de se situar dentro de uma área urbana mas sobretudo a enorme quantidade de esculturas que se encontram disseminadas por todo o lado. Ao todo são mais de uma centena de figuras de terracota com formas de crianças, duendes, sereias, animais fantásticos e outros seres fabulosos que parecem saídos de um conto de fadas e que se fundem com o ambiente como se ali fosse a sua casa.





O autor dessas esculturas e também proprietário do jardim é Bruno Torfs, um artista sul-americano que se radicou na Austrália há alguns anos e aí encontrou terreno apropriado para concretizar este seu projecto. Começou com quinze esculturas ao ar livre e um pavilhão onde exibia mais algumas obras suas, tais como desenhos e pinturas. Porém, depressa se apercebeu das potencialidades da escultura e é nela que tem concentrado o seu trabalho.
Actualmente o jardim da escultura, como lhe chama, é uma enorme galeria de arte no meio da Natureza a que continuamente são acrescentadas novas obras. Parece paradoxal que a arte, que como criação humana se deveria distinguir da Natureza, se encontre aqui numa perfeita fusão com o ambiente natural.



Fonte: Obvius.