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segunda-feira, 26 de maio de 2014

sobre Deus


Quem sabe os desígnios de Deus?
Quem sabe o que Ele realmente pensa?
Quem coloca palavras na boca do Santo?
Quem sabe o  que Deus pensa  quando nos enrodilhamos debaixo do cobertor querendo que a nossa vida se esvaia feito sangue?
O que será o pecado aos olhos de Deus? O que ele realmente pensa sobre todas as coisas que ele mesmo criou?
Muitos dirão que minhas perguntas estão atrasadas. As respostas estão todas contidas num  livro escrito por homens inspirados por Deus ha  mais de mil anos atras.
Escritores. Assim, como eu.
Escritores que acordam de manhã e diante de um lindo de  sol e cheios de graça e amor abençoam aquele dia com palavras calmas e dóceis que amansam e dão retidão aos espíritos aflitos.
Escritores que acordam de manha e ao se depararem com uma linda mulher deitada ao seu lado, se labuzam de poesia, de leite  e de mel.
Escritores que ao ver a fome  e a miséria de seu povo, se indignam e criam hipóteses apocalípticas e subversivas cheias de dor e terror.
Não digo que não me refugio nestas palavras. Nem as nego.
Não digo  que não louvo os salmos e que Isaias me impressiona com suas quase sempre certeiras palavras.
Já chorei muito junto ao meu bom pastor e sonhei com suas pastagens verdes e quando quando saia dessas palavras, era como sair de um rio. Limpa, porém molhada, revigorada.Pronta para minhas tantas  batalhas davidianas.
Mas quem sabe o que realmente Deus espera de nós?
O que Ele realmente pensa de nós? da vida? 
O que Ele  realmente pensa ?
Deus. O Deus de verdade,  não o da Verdade.
Então, a vida nada mais é do que um infinito mistério aberto diante de nós?
Um mistério tão profundo que nos faz parentes distantes das estrelas
Quem pode dizer o que é certo e errado aos olhos de Deus?
Qual será sua ética?sua estética? sua dialética?  Quais serão seus eufemismos?
Se é que um dia saberemos, a fé é o que nos leva adiante.
A esperança, que jaz na caixa de pandora como vicio e não como virtude é o grande triunfo da vida.
A  esperança  virou a mesa e ao tê-la feito, nos salvou intimamente de nós mesmos e do mundo. 

sábado, 17 de maio de 2014


É preciso respeitar os dons.
Desde pequena que sigo pelo mundo, fazendo poesia. Não dessas que respiram a mesma pelos poros.
A poesia está em mim, assim, como o Sena está para Paris.
Nascedouro e morredouro a poesia nasceu sem que eu me  desse conta.
Não sei fazer poesia, sem os sentimentos. Não sei manipular as palavras  e faze-las rimas.
Só sei construir castelos de areia, que na primeira onda, se vão.
A poesia é este vasto caminho aberto no peito.
É preciso respeitar os dons.
E no meio do caminho, descobri a prosa infantil.
Angustias...palavras que me deram angústia  e culpa
Não. Não sei escrever pra crianças, embora ame contar as histórias para elas ouvirem.
Qualquer história serve, desde que descompasse, que mexa, que sacuda, que apaixone...
A calmaria chega, quando uma frase insistente martela na cabeça: É preciso respeitar os dons.
Então, sou poeta.
Simples.
Não quero mais que isso.
Apenas uma poeta quieta de passagem por este mundo.
peço apenas que não me cale a palavra.
esta palavra que me move, que me angustia, que me surpreende e que, como sina, sempre me salva.
 

quarta-feira, 7 de maio de 2014




Então entre um dia cheio de indagações e indignações estou aqui.
 Não tenho nome de  de passarinho... Que pena.
Maria... Maria.... Nome de santa?
E no meio do dia, do suor escorrendo, das inúeras  fatalidades,
resolvo dar um chute na vida e ir gravar um disco.
Com poesias.
Ulterino.
Cheio de vida que me falta
cheio de alegrias que fui deixando pra trás.
Como vai você?
Como vai realmente você, Maria?
Me encontre na esquina do hotel.

E no meio da noite, não escapo do destino.
E quando lembro do meu dia, da minha pequena felicidade, do meu chute no ar, choro.

Me recuso de fazer de minha vida uma prisão.