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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011



Vida, minha vida...

O que que foi que eu fiz?

Trancos.

barrancos.

Tranqueiras.

Ar puro.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Um pedaço de lua...
Um pedaço do mundo...
Um canto qualquer onde eu possa
 tomar posse de mim
do que sinto
Um lugar de esquecimento, talvez.
Ou um belo lugar onde possa estar

à sós com minha palavra.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Imagem Sam Weber

Daqui da minha janela vejo um pedaço do céu, algumas arvores e uma grande casa amarela que ainda ostenta a decoração de natal.
Porque será que a dona da casa não teve tempo de retirar as pequena luzinhas brilhantes?
O que aconteceu na sua vida, para que ela congelasse  em seu cotidiano um artefato tão temático?
Mas agora  este artefato não tem graça.
Perdeu o encanto.
Aas luzinhas não brilham mais. Estão apagadas. Enfeitando o nada.
Lembrando de que alguns dias atrás estávamos comemorando o inicio de um novo ano, com as tantas expectativas que isso gera.
 As luzinhas estão lá.
Formam um desenho elaborado que acompanha a arquitetura colonial da varanda.
Lembram de um  tempo em que as esperanças estavam em alta, brilhantes, dando coragem  para nos despedir de  um ano que mais do que nunca queríamos nos livrar. Com suas mazelas. Alegrias pequenas.Dores doídas, frustações que só ganham peso como um gato castrado.
Sonhávamos um mundo novo, com sonhos novos, com o zelo santo que nos acompanha todo final de ano. 
Daqui da minha janela,  vejo o mundo, e ele  me avisa que tudo gira gira gira gira e acaba sempre no mesmo lugar.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

 Exatamente há um ano atrás, eu fui á padaria comprar pão e no meio do meu caminho havia dois presentes de aniversário: O Loki e a Sofia.
Dois gatinhos de rua. Vagabundos. Sem Estirpe. Sem lenço e sem documento.Mas a melhor coisa que aconteceu nas nossas vidas no último ano...
Compertilhei com vocês  a  alegria de tê-los ao nosso lado...

Ontem pela manhã,  trezentos e sessenta e sete dias depois do nosso encontro, Loki me chama. 
Um grito agoniado... Um urro da  garganta. Estranho 
Eu não entendo de gatês, mas sabia que havia algo errado ali: Iniciamos uma investigação. 
Alguns momentos depois, o achamos morto embaixo da minha cama. Lugar preferido. Fresquinho do ar condicionado. Seu 
lugar de reizinho numa casa onde era reverenciado e amado profundamente.
Com certeza algum vizinho colocou veneno de rato e meu amado se foi. Meu neném.

Para todo sempre. Salve Loki!!!!!