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sexta-feira, 28 de março de 2014

65% dos brasileiros acham que mulher de roupa curta merece ser atacada




"A tolerância à violência não está ligada a características populacionais. Mas autores do trabalho consideram que algumas condições, como morar em metrópoles, ter escolaridade mais alta e ser mais jovem podem reduzir o risco desse tipo de comportamento. Para os pesquisadores, o fator preponderante para a tolerância é a adesão a determinados valores. Pessoas que acreditam que o homem deve ser o cabeça do lar, por exemplo, estão mais propensas a achar que a violência, em muitos casos, se justifica" ( Fonte: Folha de São Paulo) 

Em  que  mundo nós estamos  vivemos meu deus?
É realmente assustador que as mulheres em pleno século XXI tenham que passar por este tipo de justificativa para a violência,  para a demência,  para o machismo... Horrorizada.

segunda-feira, 24 de março de 2014

photo040-l.jpg (JPEG Image, 335x500 pixels)


Vamos lá, diz o peito acabrunhado.
Vamos lá, reaja e senta.
Deixa vir, que ela vem.
Está doida pra sair dessa jaula que se encontra.
Vamos, você consegue! grita o cérebro ensimesmado
Até quando? murmura o coração
Até quando vai ficar guardando tudo isso aí dentro de você?
Liberte-se! Senta! Reage! Levanta! inspire! se deixe levar! Liberta!
Ela vem...
Ela sempre veio. Porque não viria agora?
Vem ou não vem, poesia?
Ela  murmura baixinho: Eu vou.    
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Não me resta outra alternativa. Vou te guardar no meu baú de esqueletos.  

quinta-feira, 20 de março de 2014


Foto: Por do sol em Buzios/RJ

Acabou o verão.

Ângulos Rotos


Solidão.
Este buraco no peito que me engole toda vez que tusso.
E sei lá se vou, ou se não  vou.
Não me interessa a profundidade das coisas. Apenas encosto o dedo na água para ver as ondinhas se formando.
Nada além disso.  Só superfície,
Se eu pudesse sair daqui agora, fugir por umas escadas rolantes, despencar qual fruta madura e fugir pela saída de serviço sem que ninguém pudesse me ver.
Eu faria.
não não não
Encarar as coisas parecem fáceis nos filmes,  nos livros, nas religiões.
Todos sempre tem um conselho, uma magia, uma plano, uma estratégia para encontrar a saída, todos desejam te ensinar coisas que você sabe muito bem  que nunca poderá fazer.
Entupidores de esperanças.
Será que as pessoas  mudam e podem  se moldar as palavras das outras? aos valores das outras? aos planos e estratégias das outras? às viagens espirituais das outras?
nuncnuncanuncanunca
Tudo delirante em todos delirantes.
As pessoas não mudam e nunca mudarão, porque é assim que as coisas
são feitas e refeitas: para que funcionem desse jeito.
E se você acha que é o certo, é mentira.
E se você diz a verdade é hipócrita.
Precisa viver num mundo de mentiras, guardar as verdades para si até que você as esqueça.
Elas não devem vir à tona, jamais.

As verdades constrangem as pessoas.

sábado, 15 de março de 2014

Gal Costa: "Sua Estupidez" (1969)


Nobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easyNobody said it was easy....


Oh!!!! take me back to the start...

...

wikivida


Felicidade:
Artigo de luxo e de revista, elemento fundamental  dos contos de fada e  dos posts do facebook,  procura desvairada dos tempos modernos, motivo de insatisfação e frustação quando não alcançada, elemento que pode causar depressão caso não esteja na bula do remédio, componente fundamental em comédias românticas e romances da harlequim. Delírio. Incapacidade de entender a realidade.



Alegria: Acordar toda manhã, tomar sundae, riso de filho, trabalho bem feito e terminado. Dormir até tarde, conversar por horas e horas e horas  com quem se gosta. Acordar de mal humor e de repente, receber um SMS de bom dia. Dormir na rede, fazer xixi depois de 5 cervejas, beijar de língua, fazer as unhas, cultivar hortaliças ou temperos, ler um livro, escrever uma poesia, andar no mato, vestido novo, acordar com passarinho,  beijo de mãe. elemento das coisas simples e cotidianas. Componente fundamental da observação diária. Benção para  quem a percebe. Capacidade de  viver bem, com qualidade de vida. Artigo simples.  Indicada para pessoas comuns.

sexta-feira, 14 de março de 2014

every nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery nightevery


Aqui é meu espaço  onde ninguém me detém.
onde monopólios, medidas tiranas não tem poder de conter minhas enxurradas...
 Meu espaço... onde divago e deliro e viajo e faço o que me der na telha...
A hora que meu dique romper...
A hora que a moça quiser sair pra passear, ela vai...
Não mais a menina assustada que olha pela fresta da porta...
A moça...
Aquela moça bonita de riso frouxo...
aquela moça que olhava pro céu, sempre pro céu...
E tropeçava.
E encontrava o caminho, pois o caminho é esse mesmo.
Esse bem aí na frente.
Este espaço é meu.
E aqui, ninguém  pode manipular as minhas traças, as minhas tranças, os meus mistérios...
Vida pequena essa que vivo.
Estão querendo me caçar... e eu não sou sequer uma fera....
Sempre estive a procura.
As  vezes acho.
Ás vezes nunca.
No  meu encalço.
Eu vou.
     

quinta-feira, 13 de março de 2014

É
É isso aí.
Eu aqui.
Um invólucro no peito.
Eu peço pra baixar a televisão.
Três chopps depois do lançamento do livro de uma conhecida. Ela fala bem. Defendo o que escreve, o que pensa, o que vê...
Me senti  destituída de mim, cada vez que ela falava uma palavra_ eu como escritora..., ela dizia.
eu ouvia com um rombo no peito.
O que eu estou fazendo com minha palavra?
A lembrança de mim como menina, é um dia de vento forte.
vejo meus cabelos voarem. muito lisos e castanhos quase claros.
Eu via o mundo de uma maneira e corria, corria pra escvever o que eu sentia.
O mundo...
eu mudei?
o mundo mudou?
Eu escritora.
O que aconteceu? porque  tudo se rompeu?
O que eu quero pra mim?
-Eu quero muitas coisas no mundo, ela disse.
alguma coisa se rompeu em mim.
Eu também.
Eu também quero muitas coisas pra mim.
Mas o que  são essas coisas?
Faço força  para  pensar nas minhas preferências
 Eu não sei.... eu não sei;...
Estado de lagarto.
Tres chopps depois, eu não penso mais.

quinta-feira, 6 de março de 2014



-Ahamm. Ele ainda me faz rir.
- Então pode-se dizer que você é feliz ao lado dele.
- Quem sabe.

domingo, 2 de março de 2014

Faço o caminho inverso.
Não quero postagens no facebook, nem descortinar minha intimidade para desconhecidos amistosos.
Minha intimidade são as minhas palavras, minha sina de menina.
Não quero falar da minha vida e nem saber o que alguém está pensando agora,, neste  exato momento.
Se foi ao cinema com o amante.
ou se matou a própria tia.
Não quero curtidas em tragédias pessoais, nem saber o menu do almoço.

Melhor sumir, e esquecer as plataformas surreais.

Faço o caminho inverso.
Um caminho ulterior, uteriano, desconcertante e hermenêutico.

Um caminho sem volta.
E as coisas vão.
Vão mesmo quando suas pernas param pra descansar.
quando seus ombros pedem pra arregar.
As coisas vão.
mesmo quando parece que  o mundo vai acabar daqui a três minutos e, você não  não  vai ter tempo, sequer de se despedir de quem  é importante pra você.
As coisas vão.
As coisas são assim.  

Flor do Cerrado - Gal Costa e Caetano Veloso