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sexta-feira, 27 de abril de 2007

Mais Badulaques e uma promessa

No livro " Mais Badulaques " do Rubens Alves, tem um texto maravilhoso onde ele indaga porque quando pedimos alguma coisa pra Deus, lhe oferecemos sacrifícios em troca do pedido, ao invés de oferecer ao criador coisas belas como flores e poesia. Achei encantador este pensamento, por isso, quando dia desses, precisei de uma força do divino, fiz a seguinte promessa" se tudo der certo, te darei uma poesia como presente".

Aí está ela :


Hoje não quero falar do cansaço das estrelas
Muito menos implorar por outro amor
Não quero falar das dores do passado
das agonias do futuro
da falência do ser humano
da falta de amor que nos assola
e das urgências que fingem que nos consolam.

Estou devendo um poema para Deus.

Um poema sem patologias.
sem dores de amores.
sem saudades.
Sem algemas e sem prisões.
Estou devendo pra Deus um poema bonito.
Com cheiro de flores e sorriso de namorados

Um poema pequeno. Como as manhãs.

E por falar em dívidas. Não posso mais dormir com elas.

Estou devendo pra minha mãe uma tarde de fotografias antigas.
Um por do sol em Ipanema com meus filhos
Um sorriso no meio da tarde enquanto tomo um copo de chocolate frio.
Estou me devendo um buquê de flores
pra enfeitar minha casa cor de cinza chumbo.

Algumas promessas, como esta , eu cumpro.
As outras, prometo, juro que prometo, que dia desses as cumprirei, maravilhada.

Como vês, Senhor, tornei-me uma fazedora de promessas.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Aprontando Mil e Umas por aí...

Amanhã, 27/04 de 10h às 12h estarei no SESC-Nova Iguaçu no Café Cultural, para participar de uma mesa redonda sobre a função social da leitura. Esta atividade terá além de mim, o Moduan Mattus, a Lirian Tabosa e o João Prado, poetas da terrinha de Nova Iguaçu.
Estou convencida que vai rolar papos muitos legais por lá.

SALVE! SALVE A BAIXADA FLUMINENSE!
DIA 30/04
DIA DA BAIXADA!
Vamos comemorar, plantando um árvore na nossa rua, pra deixá-la mais bonita, vamos comemorar nas praças, pedindo mais praças: bonitas, com flores e brinquedos pra nossas crianças, vamos pedir mais hospitais, mas trabalho, mais vida digna para nosso povo.
Povo Batalhador, guerreiro, bonito inteligente, criativo e capaz!
Viv@ a Baixada! Viv@!

Diversidade Racial na Escola:Ponto de Chegada para Aprendizagem e Cidadania

Quando me foi posto o convite pela Secretária de Educação de Japeri para participar da implantação da lei 10.639/03 , fui tomada por um certo receio.
Fiz todo um exercício de memória sobre o assunto de negritude. Estava em conflito. Receio de alguém olhar para mim e dizer: O que uma branca pode entender de negro?
Afinal, a lei trata da obrigatoriedade do estudo da história da áfrica, dos africanos e afro-descendente no conteúdo escolar.
Minha resposta foi rápida. Militei durante 22 anos em Direitos Humanos, e a causa dos negros, me era muito cara, militei inclusive, durante algum tempo, no Movimento Negro XX de Novembro em Nova Iguaçu. Então, o tema não era nenhuma novidade para mim
De um certo modo , me sentia preparada para assumir a discussão, apesar de...
Apesar de ser branca.
E nesse exercício de memória fui descobrindo em mim mesma a minha África.
E a vi muito de perto.
Primeiro estreitei meu entendimento de mim mesma enquanto branca. E não foi surpresa nenhuma me descobrir mestiça como a maioriados brasileiros.
Minha familia é étnica de um fio de cabelo a outro.
Fui criada numa casa entre tias “pardas”, tios sararás, tio negro, foto de avô negro pendurada na sala, um homem bonito: calvo e de lábios grossos.
Não foi difícil me olhar no espelho e ver meus olhos puxados herança bonita de minha bisavó índia caçada a laço no Ceará. Não foi difícil reconhecer minha bisavó Isadora mãe de meu avô, negra escrava, dentro de mim.
Fui criada entre a missa e o congá, reverenciando Jesus, meu pai Oxalá, Oxum,
Nossa Senhora Aparecida, Ogum , e sonhando com minha seria, minha Sereia Iemanjá.
As reminiscências de família são guardadas pela minha mãe que completa 80 anos em 2007, o que me fez ver que a escravidão de minha bisavó, minha tataravô, ainda são muitos recentes, pois apenas 119 anos nos separa da degradação humana da escravidão, da humilhação de seres humanos como a minha bisavó.
Estava pronta para dentro de mim mesma, construir o quer que fosse sem precisar dar explicação a ninguém: nem a brancos, nem a negros,
Vinte anos depois de um trabalho extenuante em direitos humanos e três gerações Percebi que estava pronta para criar dentro da Secretaria de Educação de Japeri, o Núcleo de Diversidade étnico racial e de Gênero e implantar um programa de educação e diversidade.
E essa certeza é que me dá forças para continuara implementar o trabalho já que as resistências são enormes.
Descobri nas escolas um preconceito feroz contra a implementação da lei 10.639/03. Alguns professores, acreditam que os alunos, descendentes de negros em maioria, não precisam saber de história da África, basta a eles conhecerem a história de seus antepassados em uma página dos livro didático no capitulo ESCRAVOS.
Ou então que é um conteúdo a mais para darem, e eles já estão cheios de conteúdos. Esse é apenas mais um. Estes professores não conseguem perceber o alcance da grande inclusão da lei 10.639, na formação da cidadania do alunos negro e brancos
Uma outra grande maioria de professores protestantes não aceitam discutir coisas de negro, pois relacionam negro com a fé a negra , e a fé negra são representadas pelas as religiões de matrizes africanas candomblé e a umbanda que são rechaçadas como coisas diabólicas.
Esses profissionais se esquecem que a escola é laica, mas que sobretudo a religiosidade de cada um deve ser respeitada, e que as religiões afro brasileiras são uma herança cultual magnífica, negra em toda sua essência, respeitosa e respeitável.
Descobri que os alunos entendem bem o que seja preconceito. Pequeninos e adolescentes negros sabem que são negros mas não se orgulham disso. Não gostam de falar de questões de cor da pele.Ainda mais de pele negra.
Essa questão foi melhor entendida por mim, na performance feita por um amigo, ator negro que atuou na I Semana da Consciência negra do município Marcos Serra. Ele dizia que quando era menino seu maior sonho era ser branco, porque estava cansado de ser comparado a bicho.
Tiziu. Macaco. Bicho. Negro.
Que dor! Que dor pensar que um aluno meu possa passar pela mesma experiência do Marcos.
Graças aos deuses, ele consegui transmutar essa dor para o teatro. Mas, nossos alunos também conseguirão?
Que dor pensar que a cor da pele de uma pessoa faça com que se percam as identidades, que gere tanto ódio, que os meninos tenham vergonha de ser quem são.
Por isso a lei 10.639/03 é importante demais. Porque fará com que nossos meninos e meninas tenham uma visão positiva de si mesmo. Terão sua ancestralidade reconhecida como protagonistas da história, e não como meros coadjuvantes desnecessários.
Estou colocando muito do que acredito neste programa.
Estou me colocando a serviço de uma educação anti-racista e anti-preconceituosa.
Gostaria muito que essa lei fosse um instrumento real de reparaçao para o grande preconceito vivido pela população negra neste país.
Gostaria muito que nossoas alunos, crianças, jovens e adultos sintam que sua etnia é valorizada, respeitada, entendida.
E quem sabe , um grande sonho: De que esta lei abra mentes e caminhos para um apoderamento e pertencimemto da etnia negra começada por tantos brancos e negros ilustres como o insubstituível Abdias do Nascimento que ainda faz, incansavelmente, em seus noventa e poucos anos de idade políticas de ação anti-racista.
Que venha a lei 10.6739/03 e que o governo brasileiro tenha força para fiscalizar sua implementação nos estados e municípios.
Que venha a lei 10.639/03 não com a força da chibatada.
Mas com a Força da História e do conhecimento socialmente produzido e reconhecido pela sociedade.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

HOJE É DIA DE JORGE

Oração a São Jorge


Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

E NOS ABENÇOE, NOS ILUMINE E NOS GUIE.

ASSIM SEJA.

domingo, 22 de abril de 2007

Inicio a semana de bode.
Uma tremenda crise alérgica está acabando com meus nervos.
ODEIO sentir falta de ar, o peso da quase morte que me faz só querer ficar deitada, mas nada do merecido descanso.
É terrível!
E para completar o bode, fiquei lembrando o que aconteceu durante a semana.
As 1.300 rosas em Copacabana, 10 anos da "brincadeira" que assasinou o pataxó Galdino, mais um dia do índio com as inúmeras promessas governamentais, e para iniciar a semana, mais um dia internacional da terra.
Mas no meio desse meu cansaço e falta de ar, ainda encontro um tempinho para vir postar.
Mas não postarei minha indignação, pois estou tão indignada, mas tão indignada, que temo ficar com vergonha dos valores que meus pais me ensinaram.
Falta vergonha neste país. Mas eu tenho muita, mas quando leio notícias como essas, minha indignação se eleva num nível altíssimo, que temo, um dias desses, possa me matar:

"Nomeado com louvor"
Este foi o título da reportagem do Correio Braziliense do dia 22/12/01 a respeito da seguinte situação:
O filho do presidente do TJDF, Bruno, aquele "marginalzinho" que pôs fogo no índio pataxó) fez concurso público para o cargo de segurança (12 vagas disponíveis; salário de R$1300,00; nível exigido 2o grau) e ficou em 65o. lugar.
Depois do resultado do concurso, o número de vagas aumentou para 70!!!(Mister M)
Após 12 dias no cargo ele foi promovido a dentista do TJDF, para ganhar R$ 6600,00 (seis mil e seiscentos reais).
O presidente do TJDF (Edmundo Minervino) ainda teve a cara-de-pau de afirmar na entrevista: "Não houve ato ilegal nenhum".( Fonte:http://www.quatrocantos.com/lendas/67_nepotismo.htm)

Você tem que ser forte rapaz!

Aí , vem o Grupo Rio de Paz, fazendo uma manifestação pacífica contra a violência, colocando 1.300 rosas na paraia de Copacabana, lembrando os 1.300 mortos no Rio desde o inicio do ano. Este gesto chocou algumas pessoas. Mas, vocês sabiam que nos últimos três anos, 19.381 pessoas foram assassinadas no Estado, a maioria na área metropolitana da capital? É mais que seis vezes o número de mortes de norte-americanos no Iraque desde 2003.

Eu não fiquei chocada.
Eu fico chocada cada vez que penso nos olhos da mãe do João Hélio.
Esse olhar é o luto dessas 1.300 familias, e se pararmos pra pensar, o nosso também.
Porque no dia que o João Hélio morreu, eu chorei como se tivesse sido a minha criança. E depois descobri que milhares de pais e mães tinham tido a mesma reação. Foi um choro dolorido, sentido.
Estamos todos marcados pelo medo. Um medo terrível de viver e de morrer.

E então, hoje, o dia da Terra.

Não, não vou terminar esse post de maneira triste.

Sou poeta, e teimo em resistir.

Hoje, vamos abraçar uma árvore, dar carinho e comida a um animalzinho de rua, vamos começar a coleta seletiva no nosso bairro, vamos mandar energia para os povos das florestas, para os bichos das florestas, para as florestas, vamos prometer que a partir de hoje, vamos economizar água, vamos ensinar nossas crianças a não desperdiçar comida e ler um poema.

Esperança. É disso que a terra precisa.

"Terra, Terra,
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo do elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia" ( Terra- Caetano Veloso)

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Todo dia é dia de indio. E não somente o dia 19 de abril.

Esta data foi criada pelo então presidente da Republica Getúlio Vargas.

"Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.
No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio." ( fonte Site Sua pesquisa)

Mas não creio que seja uma data comemorativa. É uma data para refletirmos sobre o que nossa sociedade não-india fez e continua fazendo com os povos indígenas neste Brasil varonil.
Como professora fico indignada de ver alunos transitando pelas ruas deste vasto Rio de Janeiro, vestidos de " índios".
A escola deveria ensinar às crianças que os povos índigenas do livro didático , inerte na sua oca, passivo comendo sua mandioca e usando arco e flecha não existe mais.
O que temos hojej são homens e mulheres de diferentes culturas, línguas, cosmovisões lutando para ter sua etnicidade respeitada.

Mudamos nós, ou mudaram os povos índigenas?

O que sinto é que mais do que nunca estes homens e mulheres querem entender a sociedade em que vivem sem perder seus laços com o passado, com sua cultura, com seus valores.
E isso é mais uma das coisas que devemos aprender com estes seres especiais.

Muito aprendi na pouquíssima mais intensa convivência com José Guajajara, Pataxó , pedagogo, que dá palestras em escolas: Devemos honrar nossos antepassados, devemos honrar a nós mesmos respeitando os outros e as suas diferenças.
E nunca poderei esquecer que por duas vezes fui abençoada pelo toré.

É isso. Nesse dia 19 de de abril, faça um canto interno e se sinta abençoado por ter em seu sangue, a herança dos originários.
» Clique aqui para ouvir "Nhanerãmoi'i karai poty"

quarta-feira, 18 de abril de 2007

DIA 18 DIA NACIONAL DO LIVRO INFANTIL!

VAMOS LER GENTE!!!

LER FAZ BEM PARA A ALMA!

Promover leituras do mundo externo e interno.

Acabei de ler a pouco um texto intitulado "Contar Histórias para Promover Leitura "das autoras Lucia Helena L. Santos Silva e Sueli Rocha no site Leia Brasil.
No geral, o texto ressalta de maneira afirmativa a impotância de contar histórias para as crianças dentro do contexto escolar para que elas cresçam adultos estimulados em sua inteligência, criatividade, etc.
Mas o que mexeu comigo e com minhas memórias foi a primeira parte do texto em que as autoras recontam um conto coreano.
É a história de um rapazinho que cresceu ouvindo histórias de seu criado. Só que o menino, egoísticamente, não recontava as histórias para ninguém. O menino cresceu e deixou de ouvir histórias, e sequer se lembrava mais delas, até que no dia de seu casamento, seu velho criado descobre atrás da porta, um saco.
Neste saco estava os espíritos de todas as histórias lidas para o menino, agora um homem.
Os espíritos queriam vingar-se daquele que os manteve presos por tanto tempo. No final, o criado heroicamente salva seu patrãozinho e este arrependido promete se transformar num contador de histórias.
E o texto continua, mas eu paro por aqui.
Este texto lido , me fez sentir saudades do meu vivido.
Que saudade danada me deu !
Queria voltar no tempo para contar histórias para meus filhos à noitinha, com mil vozes diferentes e com muitos fins alternativos com direito até a "Você devide o final". Os meninos adoravam esse desfecho!Principalamente dos clássicos:
Você Decide:
Ou o caçador salva chapeuzinho e Vovozinha
ou
O lobo as devora com salade de chuchu e beterraba , toma um sonrisal e vai tomar
banho de Cachoeira em Mauá?

Agora que eles cresceram , lêem sozinhos, não precisam mais de mim.
Até dois anos atrás, enquanto eu lia para minha princesinha, a Jú, eu ainda observava que os meninos ficavam atentos e estivesssem onde estivessem eles vinham até mim, guiados pelas minhas várias entonações de vozes e pela minha interpretação do texto.
Eles iam se chegando de fininho, e quando eu via, estavam os três na minha cama me olhando hipnotizados e num piscar de olhos, o chão do quarto ficava aborratado com uma pilha de livros para serem lidos numa fila de espera.
Hoje à noite vou procurar atrás da porta do meu quarto um saco de histórias perdidas e abandonadas, e vou fazer um teste.
Mas não quero o assombro de espiritos vingativos.
Só quero deitar com meus filhos mais uma vez, serena e calma, e ler a sagrada história na hora de dormir.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Acabei de chegar de Angra dos Reis.Cuidei das minhas crianças e agora vou postar minha emoção.
Foi linda a atividade na E. M. Mauro Sergio da Cunha.
Quando cheguei uma faixa de boas vindas me saudava , e depois lá dentro minha poesia transformada em telas, pipas voando, desenhos...
Ah!teve recital, jogral....
Foi grande o número de crianças que chegaram perto de mim, para tímidos me dizerem que também fazem poesia.
Fiquei muito contente.
Na minha época de escola, eu não tive a oportunidade de conhecer um autor de perto, poder conversar com ele sobre sua obra. Talvez se tivesse tido a oportunidade,não teria tanto medo.
Medo de publicar, de falar poesia, de viajar pelo mundo.
Fiz questão de incentivar a cada um dos que chegaram perto de mim, para revelar seu dom. Conversei com cada um e dei atenção às suas palavras.
Espero que de uma maneira ou de outra, eu possa ter influenciado alguns deles a gostarem mais de poesia, a querer criar poemas e fazer isso com prazer.
De qualquer maneira um beijo a todos os alunos e professores da escola.
Valeu o dia com vocês!
Amanhã falo o que descobri sobre a cultura de Angra dos Reis. Fiquei apaixonada!
Fora isso, me rendo ao cansaço e ao bom e velho Fernando Sabino.
Beijo a todos.

domingo, 15 de abril de 2007

A primeira vez que vi a obra de Franz Krajcberg foi em Curitiba em 2005.
Nem preciso falar do meu encantamento ao ver aqueles monumentos dos troncos queimados e retorcidos que formavam uma verdadeira ode de amor à natureza, a vida, ao ser humano.
A obra de Krajcberg me fez tão bem , alimentou tanto minha alma que sai dali e fiz uma poesia. O que mais me encantou é que a exposição ficava no Jardim Botânico de Curitiba que por si só já uma maravilha, e os troncos queimados ( matéria prima de sua obra) eram visitados por milhares de passarinhos que iam e vinham, em seus ninhos.
Aquilo me encantou e me marcou.
Senti minha pequenez de ser humano diante da dignidade daquelas árvores que mesmo mortas eram receptáculos de vida. Belíssima imagem!
Então, essa semana sai na coluna do Joaquim Ferreira dos Santos do Globo, que Krajcberg "adotou" uma ossada de baleia de baleia jubarte de 11 anos encontrada no litora da bahia onde o artista mora. Ele vai pedir permissão do IBAMA para a ossada da baleia permanecer no seu museu, apaenas com o intuito de "Salvá-la".
Essa é uma atitude tão bela, que me levou às lagrimas.
Como Krajcberg é intenso! Como artista ele vê além da vida e da morte. É a essência que é a sua procura.
Enquanto isso, na mesma reportagem coisas do arco da velha do nosso velho Brasil brasileiro.
O governo da Bahia mandou construir um museu Rodin que custou milhões de reais onde ficará exposta as réplicas de algumas obra do artistas francês, alugadas por três anos.
O museu com a obra de Krajcberg, polonês de 86 anos radicado no Brasil a 50 anos sendo 40 deles dedicados a cidade de nova Viçosa na Bahia, está sem terminar por falta de recursos.
O proprio Krajcberg, ativista do meio ambiente reflorestou a área em que mora , uma pequena reserva de Mata Atlântica com mais de dez mil mudas de pau- brasil.
Mas como pedir investimentos em cultura, se o governo não tá nem aí com esse povo sem emprego, crianças nas ruas, idosos vendendo balas.
Com tantas coisas revoltantes, só me resta lembrar do canto do passarinho naquela manhã de domingo e pedir ao governo da Bahia que invista na construção e manuntenção da obra desse artista que com sua obra nos faz lembrar que somos muitos pequenos diante da força e magia da natureza.
Amanhã estarei na E. M. Mauro Sergio da Cunha, no PROMORAR em Angra dos Reis.
Os alunos da escola trabalharam com poesias dos meus livros, num projeto sobre Leitura. Eu vou lá falar um pouco da importância da leitura, e umas poesias. Estou louca para ver os trabalhos que os alunos fizeram!. amanhã quando eu chegar, dou uma postada nas novidades.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Gente, esse negócio de encontrar um médico de confiança é uma loucura !
Tem algum tempo, que estou sentindo uma dor no pé esquerdo e já recebi uns quatro diagnósticos diferentes de médicos diferentes.
Teve um "Dr." que até mandou eu enfeitar minha perna com um terrível imobilizador chamado Bota Robô Cop, um horror dos horrores.
Inconformada, porque só gastei meu dinheiro em vão, fui em outro ortopedista, que me passou remédios.Mas, não tenho condições etária, física , psicológica e econômica para ficar tomando farmácias de antiflamatórios.
Então procurei outro "DR." Este olhou para mim e simplesmente me me mandou fazer 10 sessões de fisioterapia.
Como assim?
Nem sabe o que eu tenho e já vai me mandando pro tratamento final?
Eu sou pedagoga, mas entendo mais ou menos quando a carroça está indo na frente dos bois.
Bem, na falta de um ortopedista de confiança, tratei de reclamar para meu ginecologista esse sim, um médico de primeira, sobre meu azar na área óssea. Ele me recomendou um amigo.
Não deu outra. Da mesma maneira que dinheiro puxa dinheiro. Competência, chama competência.
O médico, chiquetérrimo, elegantérrimo( Apesar da camisa rosa e gravata idem. Não sei se é tendência, mas eu achei bonito)
Fez o que os outros não tiveram competência( ou saberes) para fazer :Olhou meus inúmeros raios x, e falou :
-Bem, não há nada nessas radiografias que indiquem porque essa dor persiste a tanto tempo. Vamos fazer uns exames de sangue para ver qual é procedência da inflamação que te aflige, aí depois a gente conversa.
Pombas! Uma coisa simples. Quer dizer que tomei uma pá de remédios à toa?
Nada de pomadas, massagens, botas, antiflamatórios dopantes, fisioterapias, chás e licenças médicas. Apenas um exame de sangue que vai identificar qual é o meu problema.
Essa situação é a mesma do vírus, que rola a cada estação. Todo mundo pega, a gente fica de cama mais morto que vivo, sofrendo dias a fio,vamos ao médico, ele com a cara mais deslavada fala aquilo que o William Bonner anuncia toda noite na televisão: É uma virose.E tasca um antibiótico na gente , não quer nem saber qual é o nome do tal vírus que tava acabando com nossa vida.
Precisamos de médicos de verdade que queiram medicar de verdade, que gostem de gente, que queiram investigar o que se passa com o paciente para melhorar qualidade de vida do indivíduo.
O que é engraçado, é que para todos os "doutores" eu disse a seguinte frase: " Ninguém me diz o que eu tenho, só passam medicamentos, mas afinal o que tenho?Que dor é essa?
O médico amigo do meu médico disse as palavras mágicas:" Não posso te responder antes de ver os exames. Pode ser algo de origem reumática. Vou ter que investigar para ver qual é o seu problema. "
ADOREI ouvir isso! É isso! Quero ser rato de laboratório de mim mesma.
Quero a cura e não viver sustentando egos com minha doença.
Já que adoro uma campanha, vou começar outra já: Pela moralização da Medicina.
Que os médicos nos tratem como gente, que pelo menos apertem a nossa mão no início da consulta e que nos olhe nos olhos quando estivermos contado nosso caso triste.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Continuando na linha de pensamento de preocupação, hoje revi no you tube, o documetário Ilha das Flores".
Todo mundo da minha idade já deve ter visto uma vez, ou pelo menos ouvido falar. O impressionante é como esse documentário ainda está valendo .
Gente vale a pena dá uma olhadinha, e passar adiante.
Não vou desanimar e deixar de sonhar. Espero contagiar vocês de alguma forma.

domingo, 8 de abril de 2007

No jornal " O Globo" de sábado, saiu uma reportagem que me fez ficar muito reflexiva: "ONU: Clima aumentará desigualdade no mundo".
Mais desigualdade? Até quando a riqueza de alguns em detrimento da pobreza, da miséria, da tragédia de muitos?
A grande luta política atual é lutar a favor da vida neste planeta.
Há tempos que esse assunto tem me arrepiado os cabelos.
Um relatório de uma dessas agências previu que com o derretimento das geleiras, dentro de quinze anos além de uma devastação aquática de várias cidades, haverá uma grave crise de água no planeta.( Que todos nós JÁ SABEMOS QUE IRÁ ACONTECER)
Mas, sinceramente, não vejo preocupação das pessoas com esse tipo de assunto. É como se os cientistas estivessem falando gregos para marcianos.
E, isso é o que mais me preocupa, essa falta de senso coletivo humano.
Fico pensando, se outras espécies de animais, pressentindo o perigo agiriam como nós: Como se nada estivesse acontecendo.
Bem, mas voltemos à reportagem: Nela está explícito o óbvio, o que na verdade, não é preciso ser nenhum analista ambiental para decifra: os paises pobres sofrerão maior impacto com as mudanças climáticas do que os paises ricos. A lógica do senso comum me faz pensar sem ânimo: Pobre sempre se ferra!
Mas minha humanidade me grita: PRECISAMOS FAZER ALGO PARA MUDAR ISSO!
Não podemos continuar olhando nosso próprio umbigo. É preciso usar da lição do beija flor e começar a fazer a nossa parte.
Vocês até podem achar que estou viajando, mas gostaria muitissimo que a metade dos fãs do Diego Alemão enviassem um e-mail para a Câmara dos Deputados, cobrando do Governo do Brasil uma posição perante a omissão da destruição dos nossos ecossistemas. Principalmente da Amazonia que corre o risco de se transformar num deserto em bem pouco tempo.
Desejo também nesse domingo de páscoa, um milagre.
Que o povo norte americano elejam uma pessoa mais consciente e responsável com os destinos. Uma pessoa mais paz e amor e menos guerra.
Os norte americanos precisam sair do próprio umbigo e descobrir que existem outros lugares habitados como Africa, America dsosul e Central, Asia e Europa . É preciso que os cidadãos norte americanos se tornem conscientes da responsabilidade de seu país na destruição do planeta, é por ultimo e sempre, que o Presidente dos EUA assine o protocolo de KIOTO, pois este pais é um dos principais poluidores da humanidade.
O que nós, a propria humanidade, podemos fazer para nos preservar e nos salvar de futuras inundações, secas, super tempestades, devastações, queimadas que transformarão as florestas em desertos, e garantir água para todos?
O futuro me assusta, e eu não tenho uma astronave.
Tudo isso é tão conflituoso, e o caminho é tortuoso.
E eu, não sei tocar um instrumento.
Na verdade, gostaria que tudo isso fosse um filme, onde a gente pudesse desligar a tv na hora que o bicho começasse a pegar.
Gostaria que entendessemos a natureza como os índios e os negros ancestrais: Que nos sentíssemos parte d a natureza, como filhos, e não agir como predadores selvagens.
Precisamos urgente começar uma rede de proteção para a terra. Afinal aqui é a nossa casa, nosso universo, nosso planeta azul.
Tão nossa essa casa, não conheço nenhuma outra.
Tão linda nossa casa que não pode ser destruída pela ganância de alguns.
E o futuro que deveria ser uma dádiva , começa a se vilusmbrar um pesadelo.
Enquanto isso vou fazendo minha parte. Estou buscando companheiros de empreiteda.
A batalha é grande, mas a vida é linda, e a água é doce.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Reflexões Pascais

Demorei a postar. Estou muito pensativa.Toda essa questão da páscoa, tem mexido um pouco comigo.
Hoje pela manhã, li uma noticia no jornal que me deixou muito na minha.
O presidente do Irã, deu o perdão aos 15 marinheiros britânicos presos no Golfo Pérsico. Disse que foi um ato de perdão pela páscoa e pelo profeta Maomé.
Estou me cansando dessas injúrias em nome de Deus.
Um ato de perdão ou um teatro político muito bem encenado?
Em nome de sentimentos cristãos, os homens dizem e fazem bobagens e se afastam cada vez mais dessa figura simples e humilde que é Jesus.
Ele, já em seu nascimento nos dá uma pista de seu comportamento humilde que o seguiria pela vida á fora. Nasce numa simples e pobre manjedoura. ( esse sentimento de humildade é o que nóe deveríamos deixar de herança para nossas crianças)
Gostaria que tudo fosse simples assim. Mas sei que não é.

No meio disso tudo, deixo apena uma mensagem: Plante seu jardim, não espere que ninguém lhe traga flores!

Feliz Páscoa para todos!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Sair para Dançar.


Hoje acordei com uma pensação fixa.
Sobre como o tempo passa e a gente não percebe.
São tantos os problemas, as ciladas do destino, contas a pagar, que o menos interessante da vida acaba mesmo sendo viver.
E entre tantas coisas, quase não sobre tempo para viver com prazer.
Prestar atenção a coisas simples.Como o que o teu filho está dizendo, ler histórias para eles na hora de dormir, conversar com a mãe sem dar piti, dar um beijo gostoso no marido, acompanhar os sobrinhos indo para a faculdade, almoçar com as amigas, dar umas paqueradas, relaxar na hora da transa para gozar, mas gozar de verdade...
E o tempo passa minha gente, passa e a gente nem vê...
Isso mesmo, o tempo bate na porta da frente e entra sem pedir permissão.
O sinal é quando os primeiros cabelos brancos apontam, e seu marido quer arranca-los à força, e você, corre desesperada até a farmácia mais próxima e compra uma tintura para cabelos de uma cor bem extravagante.
De preferência, vermelho intenso.
Vermelho aliás, parece ser a cor da moda nas mulheres entre 35 e 45 anos.
E elas tem razão.
Vermelho libera a adrenalina, é paixão, é energia, vitalidade.
Tudo aquilo que parece que a gente vai perdendo aos pouquinhos, quando abre os olhos em mais uma manhã.
Eu porém creio na máxima que o tempo é aliado e não inimigo.
Gosto de aceitar que o tempo está passando. Ter o tempo como amigo, faz bem a pele e aos cabelos. Não se preocupar com tempo, faz você parte dele.
Minha mãe me disse uma vez uma coisa, que só hoje eu paro para refletir: “ Só comecei a perceber que o tempo havia passado quando completei 60 anos!”
Hoje, ela ostenta80 anos bem vividos, é lúcida, tem somente 40% de cabelos brancos, não tem estria, neura de celulite, depressão e nem pinta os cabelos.
Não alimento recordações nostálgicas. Aliás, creio que o passado tem seu lugar. E o lugar do passado, é no passado mesmo.
Mas não posso negar que corre na minha veia, um simples desejo de que o tempo, esse inimigo-amigo- aliado, passasse mais devagar
Mas não desejo voltar atrás , nem pros 22anos, que foi a éteria fase
Gostaria apenas de um dia desses, sair para dançar.Como nos velhos tempos.
Pular uma noite inteira, ao som de Jorge Ben.
(Tudo bem,do Jorge Ben Jor.)
Para aqueles que não acreditam que o tempo é amigo, graça a Deus existem as tinturas de cabelo, o botox, o silicone...
Para aqueles que como eu, acreditam que o velho tempo pode ser um companheirão,
Basta uma noite, uma noite apenas sair para dançar e se esbaldar ao som de Jorge Ben.
Jor.