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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010


Desejo é uma coisa tão boa, que só a palavra dá tesão de falar: De Se Jo
Desejo...
Eu desejo para 2010  tudo que vocês possam realizar.
Amar acima de qualquer medida.
Ser amado acima de qualquer medida.
Desejo que vocês possam comer de tudo, sem grilos.
 E serem comidos ou comidas com de se jo...
Desejo que vocês tenham sempre um livro por perto
um amigo que te olhe nos olhos e que te ame do jeitinho que você é
que sua mãe e seu pai estejam bens.
Seus filhos também.
Que vocês tenham muita grana pra viajar, pra comprar coisas importantes pra você e pra quem necessita.
Nada de perdularismo. Apenas o necessário.
Deseje.
desejas.
desejo.
Desejo que o céu fique azul quando você precise e que tenha forças pra fechar a cortina, quando seu peito estiver derramando lágrimas.
Desejo que as lágrimas sejam sempre por alguma coisa boa que aconteceu ou vai acontecer.
Desejo que vocês descubram a sundaeterapia e se dêem este prazer vez em quando...
Desejo desejos.
Muitos desejos.
Todos os desejos.
Inclusive os mais estranhos.
E vamos em frente, porque atrás, vem um monte de gente doido pra te derrubar.
E se você acredita, tenha fé.
Esse ano é o ano de Yemanjá.
Essa rainha perfeita é esperta e sabida, abençoa  a nós mulhrees de maneira especial, e vez em quando quebra o galho de um ou outro perna de calça suficientemente charmoso para lher agradar.

Vamos a luta, vamos à vida! Celebremos! Que 2010 seja tudo aquilo que quer  o nosso de se jo 


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A ESPERANÇA É UM DOM...

 


Meu filho reprovou na escola.


Levei um susto tão grande que estou surtada até agora.
Primeira reação: Fracasso. Olhos rasos d'agua.
Segunda reação: Suco de pescoço de moleque on the rocks.
Terceira: Esporro a dar com pau até a terceira geração.
Agora estou mais calma.

No primeiro momento, quis mudá-lo de escola, cheguei até a preencher a ficha de transferência,  mas respirei fundo, e me conveci que o que  ele precisa mesmo  é mudar de postura e encarar a realidade.
As coisas não vão ser fáceis. Vamos ter que aprender a lidar com isso.

E eu  vou te fazer meu dever de casa, e cumprir  com algumas regrinhas básicas  de acompanhamento, que as vezes no afã do corre corre vou deixando pra lá.

Não dá pra passar uma borracha em cima do acontecido.
Tampouco voltar atrás.

Teve uma hora do dia  em que eu olhei  pra ele, e  vi  seus olhinhos  assim, meio perdidos,  completamente The Lost.

Fiz um afago.

Vida que segue.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

aum-om-tat-sat

Queria alguma coisa bonita pra falar.
Alguma coisa interessante.
Desafiante.
Importante.
Mas não tenho nada a dizer.
Meus canais de percepção estão  fechados.

Quem sabe, buscando contatos com seres extra terrestres, com algum tipo de inteligência superior ou melhor, com qualquer tipo de sensibilidade exterior, interior, ulterior...... para me tocar, por dentro.
Olhem só: O Luiz Fernando Verissimo fez seu último romance  a partir de uma frase.
Disse que começou assim. Não sabia pra onde ia, e  de repente deu num romance.
Então porque eu tenho que fazer mil anotações  e construir diálogos inteiros em busca de conexões seja lá com quê, que  minha mente dormente, não entende, não percebe, não internaliza?

Stress.


ommmmmmmmmm ommmmmmmmmmmmm ommmmmm ommmm




Esperança






de Mário Quintana



Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano

Vive uma louca chamada Esperança

E ela pensa que quando todas as sirenas

Todas as buzinas

Todos os reco-recos tocarem

Atira-se

E

— ó delicioso vôo!

Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,

Outra vez criança...

E em torno dela indagará o povo:

— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?

E ela lhes dirá

(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)

Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:

— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


Imagem: Gaelle Boysonnard
Texto extraído do livro “Lili Inventa o Mundo", Editora Global- São Paulo -2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Hoje descobri uma coisa: O gari que recolhe meu lixo é  cara do Dr. House.Com olhos verdes(ou azuis) e tudo. Impressionante.
Em Salvador, o garçom que me serviu no restaurante no dia em que cheguei no hotel parecia o Jesus Luz.

Será que foi assim que a Madonna achou o Jesus dela?

Valha-me Deus!

Andei pensando sobre essa coisa de estar pronta para contar uma história. Eu escrevi um romance há dez anos atrás, mas na verdade, acho que  ele nunca fica pronto, porque  não quer dizer nada.
Esse romance, embora sua protagonista me atormente, está sempre em estado de devir.

Mas agora sinto coisas inexplicáveis, a história me bate na porta de maneira diferente. Não  são personagens que me assombram, mas uma vontade danada de contar uma história.
Será que finalmente eu estou pronta?

Ou será que essa é mais  uma ilusão passageira que vai para na pilha das ilusões de uma editora qualquer?

Me vejo tão cheia de palavras  transbordando incensamente num caos desordenado.
Não tem nada de elucidativo nesse processo. É tudo escuro,dexisplicativo, angustiante. Tenho feito  muitas anotações,  dormintando diálogos e expressões que vão surgindo ao longo do dia ou da madrugada.

Por enquanto tudo é um grande quebra cabeça que ainda me deixa dormir.

  

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

rotininha

Nem parece que semana que vem já é o natal.
Mas antes o casamento da Fá.
Comprar um vestido longo. Bege.
Pintar os cabelos e as unhas de esmalte clarinho.
Agora participo de uma ong ambiental e os meninos ficam me ligando para salvar o planeta  a todo instante.
Ok! a postos!
Hoje fiz jardinagem mas esqueci das plantinhas da varanda de trás.
Bateu preguiça.
Internet.
Depois um livro.
Depois ver Tv.
Depois Shopping.
Pizza e chopps.
Dormir novamente.

Até acordar e pensar  que preciso urgentemente fazer algo pelos armários dessa casa.
Doar as roupas que  eu e as crianças não usamos há mais de  6 meses.
Me acostumar a ficar sem meu notebook novamente.
pelo menos a té pintar uma grana decente.
Ou uns frilas.
Aliás, além do meu 212-sex, o que mais quero ganhar de presente de natal é Frilas!!!!Frilas 2010!

Quem souber de algo é só apitar.
Vale aqui ou do outro lado do atlântico.
tem money, tô dentro.



Entenda-se por frila( trabalho temporário. No meu caso: Contação de histórias, consultoria ambiental e pedagógica, implementação de projetos, palestras, saraus poéticos, editoras, cronica para revistas ejornais etc. ). Estamos entendidos?

domingo, 13 de dezembro de 2009




Estes dias passam lentos...

Desesperados de angústias
e de silêncios
bem guardados entre compartimentos nunca
Antes descobertos.
Procuro fendas, fendas, fendas, fendas.....

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

homens inesqueciveis


Desde que tive depressão, me prometi não fazer mais lista de final de ano, com coisas que sempre que  findam o maldito ano que começou, a gente  simplesmente não conseguiu realizar nada do se propôs.

Há dois anos atrás, prometi apenas: orar mais e amar meus filhos.

Como ando no meu inferno astral, tenho procurado me cercar de coisas que me interessam, coisinhas  corriqueiras, leves, descompromissadas, de nada enfim, que me surte.


Então, depois que vi essa foto do Marlon Brando,decidi que este blog  fará todas as listas possíveis de final de ano, mas só de coisas simples,  exequíveis, controlavéis, desbaratináveis ...


Vou começar pela minha lista de homens  inesquecíveis:

Paul Newman

Robert Redford

Alain Delon

Takeshi Kasheniro



Steve Macqueen




Tarcisio Meira

Johnny Deep


Denzel Washington
David Gilmore


Elvis



Djavan

Clint



Affff! Cansei! Quem tiver sugestões para a lista, podem mandar que eu posto.

Sugestões da Denise do afrocorporeidade.blogspot.com/


Toni Garrido




PPaulinho da Viola



Lazaro Ramos



Cesar Melo



Obama

da coleção anime


the book on the table,
the heart too.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

miudezas

Hoje aquela música do Marcelo Camelo " Santa Chuva" não me saiu da cabeça.
É só olhar pela janela que você vê o mundo cinza, as nuvens chorando há dias e minha amiga cubana querendo saber o final de Páginas da Vida, que está passando por lá.

Eu sei lá. Não sou dada a  novelas.

Até tentei falar com uma ou outra pessoa, mas ninguém que eu conheça é assiduo das telenovelas, então desconverso e idealizo mais uma vez a minha ida a Havana Velha.

Antes que aconteça o desmoronamento.

E assim, vou passando estes dias em que o pessoal não pode ser dito. Acompanho a votação da Mala do Ano da coluna do Xexeo, assim assim, como os novelomaníacos assistem seus enredos.

Lendo pouco, meditando sobre a possibilidade de fazer uma academia. (será que terei coragem? )

Entre mortos e feridos, sigo filosofando qual a diferença entre vingança e inveja.

Ao final, o Flamengo foi hexa, e tudo continua do jeito que sempre esteve.

Fora do eixo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Então, vamos combinar.
Água pura, rio cristalino passando atrás da casa,
Um cigarro à meia noite, algumas cervejas claras e geladas, sempre a mais.
Vamos combinar um banho de rio, una risada larga, um beijo frouxo, roubado.
Andar de bicicleta, vamos combinar um banho de mar secreto, um doce quebra queixo, uma vontade danada de usar chapéu...
Vamos combinar Maringá-Rio-Manringá, ou um um abraço perfeito sob um luar.
Vamos combinar uma fuga, no meiode todo mundo, os nossos olhos,sozinhos, fugindo de  tudo...
Seria bom, combinar pra não esquecer.
Essa vida besta vai pulverizando as coisas.
Aos poucos, aos goles.
E vamos engolindo sem sentir.
Como se estivessemos com o organismo cheio de morfina.
E alheios, nos viciamos em estar sem estar, em ser sem ser.
Em nunca se comprometer.

Ontem vi um passarinho, e senti uma inveja danada. Que coisa boa poder voar...
Será que passarinho cansa?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009


Gaelle Boysonard


Tem pessoas que vivem para viver a vida dos outros.

Talvez porque as suas  vidas sejam tão insignificantes, tão sem significados que viver a vida dos outros seja a única coisa realmente interessante que tenha para se fazer das próprias vidas.

Eu não entendo bem isso, já que viver minha própria vida me cansa demasiado.

Fazer minhas escolhas.
Tecer minhas vontades.
extrapalor minhas alegrias.
esconder minhas tristezas montanhosas, minhas pequenas miudezas, meu medos indefesos, meus egoísmos dissimulados,são ações que  tomam todas minhas horas.
Tenho tanto o que pensar em mim, nos meus, na minha vida, na minha palavra,que sequer me sobra tempo para mim mesma.

Para cuidar de minha alma, não fundir a minha cuca, me olhar numa outra perspectiva, apreciar a flor de um jardim, ler um livro, ir numa exposição de arte...

E mesmo se eu tivesse todo  tempo do mundo, taí uma coisa que eu não me ocuparia: da vida dos outros.

Muito me assusta e ao  mesmo tempo preocupa, as pessoas, que tendo uma vida toda para
 viver, deixam as suas atividades pessoais e profissionais de lado, seus amores, seus sonhos, enfim sua vida para cuidar da vida do outro, infernizar o outro, maltratar o outro, trazer sofrimento para o outro...

Tenho o péssimo hábito de cuidar de mim mesma.
Por isso não me considero nem um pouco homofóbica, preconceituosa, antisemita,nem nenhum tipo que passe o tempo julgando  os outros.

Não tenho tempo pra isso.


A minha vida basta por si só.  

   

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


Maggie Taylor

Como um autômato ela vai  vivendo esses dias.
rascunhando projetos que nem  sabe um dia vão nascer.
Um silencio sepulcral vai dividindo espaço com as pequenas alegrias do dia a dia.
As buganvilias vão resistindo. O jasmim também.
São tantos os livros da cabeceira que ela não sabe qual deles começa a ler primeiro.
Talvez nenhum.
Talvez nenhuma palavra nesse momento possa decifrar os mistérios que zanzam por sua alma.
Tudo tão cheio de incompletude, que cansa.
Tudo  é tão cheio de principios e arrotos de maniqueismos que ela precipita pela janela ao encontro do vão.
Hoje ela ouviu no noticiário que uma atriz morreu.Talvez tenha sido overdose de vida.
desejo da morte.
Isso quando bate, não tem volta.
Por isso ela entende os suicidas.

A vida é tão cheia de uivos e suspiros, é tão intensa, que fechar os olhos para sempre, para algumas pessoas, é a unica porta de saída.

Descontando o acaso do dia, ela  não resistiu ao impulso e fumou o primeiro cigarro do dia.

Lentamente se deixou levar, e quando viu, estava sentanda  no banco da praça, vendo  as muitas babás pretas com seus patrozinhos brancos.


Uma folha da àrvore caiu bem perto do seu pé.
Ela pode ver os detalhes perfeitos das nervuras, quase um desenho.
No seu intimo, sorriu.
quase feliz.