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domingo, 31 de outubro de 2010

a luta continua!

sábado, 30 de outubro de 2010

chiasma


Desço ao meu interior
Me descubro despudorada, estática e frágil.

Sequelada desse mundo
minha carne grita
desesperança e solidão.
Maçã e alecrim.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Projeto de Leitura

Na culminância do projeto de Leitura da Escola Algodão Doce, fui convidada pela equipe pedagógica para falar um pouco de como é ser escritor  e a importância da leitura compartilhada para os pais da unidade escolar.
Foi uma atividade muito bacana e  produtiva.
O Guilherme Guimarães do Grupo de Contação de Histórias Vagamundo esteve por lá acompanhado do Adriano no violão. Deram um show!  Foi maravilhoso ouvir os contos e encantos dessa dupla e suas performances.
Os alunos também  se apresentaram com as músicas  A Linda Rosa Juvenil e o Mar da Bia Bedran.
Uma Graça.
E aí eu aproveitei e vendi o meu peixe, ou melhor, o meu livro do Chico Mendes e autografei a tarde toda. Delicia! 

Produção das Crianças


Fatima Reis e  algumas princesas

O teatrinho

 Fatima Reis  conversando com os pais


Fat ima Reis


Fatima Reis autografando com Sarayê

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010


E daí?
Não quero falar.
Se não sinto tesão.
Vai me obrigar?
Vai me  trazer um buquê de margaridas brancas misturada com amarelas?
Vamos tormar um merlot?
Essa vida é cruel.
Basta olhar as crianças pelas calçadas, viciadas em crack.
E eu aqui pensando uma frase qualquer.
Pensando um poema qualquer.
Tentando terminar de ler Rimbauld.
Tentando não sentir dor.
E daí, se não quero falar?
E daí se não quero mais nada
além de ficar aqui, dentro de mim?

arte para erradicar o racismo

 Aluno com a mão na massa
 
 Professora Elane Barreto

Professora Fatima Reis

Alunas  colando os bordados

Professora Marta Bento e a envergonhada Josiane

Alunos da E. M. Ary Schiavo, em Japeri, participaram do Dia do Bordado. A atividade, que faz parte da segunda etapa do projeto “Japeri Mostra a sua Cara Negra”, foi desenvolvida com alunos do 6º ao 9º ano, na manhã desta terça-feira (26/10).

Com base no conteúdo de alguns livros do autor Júlio Emílio Braz, os alunos puderam desenvolver trabalhos com diferentes recursos artísticos. “O bordado está presente na cultura do povo brasileiro. Este foi mais um dos recursos utilizados para apresentar os temas das aulas de forma mais atraente para os alunos”, explicou a secretária de Educação, Miriam de Paz.

O projeto “Japeri Mostra a sua Cara Negra”, que integra a proposta pedagógica da escola, dá continuidade em 2010 ao conhecimento da história e cultura africana e afro-brasileira, em cumprimento a lei 10.639/2003. O projeto prova que é possível desconstruir preconceitos e eliminar racismo para que seja possível uma sociedade geradora de oportunidades para todos.

A professora Fátima Reis, que faz parte da equipe da Coordenadoria de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, da Secretaria de Governo e Trabalho, acompanhou as atividades na escola.  “É importante dentro da proposta da lei 11.645 desenvolver atividades que resgatam experiências da nossa cultura. É uma colcha de retalhos que representa as nossas memórias e experiências vividas. Temos que destacar também que o racismo tem que ser combatido de forma enérgica, começando pelas escolas” acrescentou Fátima.

O projeto que tomou conta da escola e do corpo docente do turno da manhã foi elaborado e organizado pelas professoras Elane Barreto de Lingua Portuguesa e Marta Bento de História que estarão no dia 25 de novembro  às 10h 30 , relatando suas experiências sobre este projeto no auditório da E. M. Ary Schiavo.  
Parabéns a toda  a equipe e direção da escola!

Próximas atividades
No dia 23 de novembro o autor Júlio Emílio Braz estará na E.M. Ary Schiavo, a partir das 9h, para conhecer as atividades desenvolvidas pelo projeto. Esta será uma das atividades da programação da V Semana da Consciência Negra de Japeri, que acontecerá nos dias 22 e 25/11/2010.    


--
Flavia Rodrigues Assessoria de Comunicação
Prefeitura de Japeri

amor é....

Se entregar no abismo apavorante desse sentimento
Aleatório movimento que desdobra sem a ajuda das mãos...

Poder encantatório que não se defaz nem com tempestades
nem com  alucinações......

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

sobre chico mendes e outras leituras

Hoje pela manhã, fui contar histórias num Jardim de Infância aqui da minha cidade chamado Algodão Doce.
Depois que voltei da companhia daquelas crianças tão fofinhas e tão interessadas na história, apesar de tão pequenas, fiquei pensando no quanto vale cada  passo que dou nessa caminhada que a vida me escolheu, que é escrever para crianças.
É muito dificil  publicar no Brasil. É muito  dificil lançar um livro no Brasil e principalmente vender a obra.
O livro que escrevi sobre Chico Mendes, apesar de ser para crianças, conta a vida e a morte deste brasileiro fora do comum.
Não é uma leitura fácil. O mocinho morre no final.
Mas  espera aí, o mocinho deixa uma mensagem de esperança. de vida, de ressureição....
É isso que vejo nos olhos das crianças.
Elas entendem a ecologia de forma bem simples. Elas sabem tudo de preservação da naturureza. as crianças  tem o mistério de saber  o que nós adultos  teimamos em refutar...
Por isso elas prestam atenção na história, e ficam chateadas quando descobrem que o Chico morre no final do livro.
Mas o mais interessante é que eles descobrem também que é possível continuar o sonho do Chico.
É possível sim.
É só  a gente querer.

eu não sei dançar



Eu não sei dançar
E nem por isso me desespero...
também não sei dizer o que quero com poucas palavras, ou de forma simplificada, exata.
Só sei falar o que sinto de maneira dramaticamente longa, coroada por detalhes  minimamente codificados.
Exponho à exaustão a palavra falada.
Não meço esforços.
Não uso manual de regras.
Falo o que entope.
Falo o que me dá na telha.
Sou assim, feita de improvisos e velas acesas.
O melhor da vida é ter alguém que te ouça. Que realmente compreenda as entrelinhas, as palavras sufocadas de socorro.
Não exponho minha vida em fotos de facebook.
Quero expor minhas narrativas em segredo.
Não quero comentários vãos de amigos imaginários.
Quero verdades polissêmicas
Quero leituras de contato
Quero beijo na boca e nenhuma promessa.
Quero o encanto dos teus olhos nos meus.
e que tudo mais passe.
E que tudo mais force.
E que tudo mais pare.
E que tudo mais acabe antes que o dia termine. 

domingo, 24 de outubro de 2010


Se tudo mais está perdido,
Se o mundo lá fora parece mais um um jardim de arames farpados
Se tudo parece dominado por forças superiores às suas possibilidades 
Coragem!
Vá adiante...
Se houver amor na sua vida, não pereça. Não se desespere.
Tudo o mais vai passar.
Parece invenção de romancista de banca de jornal, mas não é não.
Tudo passa.
Tudo.
Porque  dia menos dia, vc acordará de manhã, sem aquele tufão no peito.
sem aquele vazio nos olhos
sem aqueles  pensamentos abomináveis que você é o resto do mundo.
Você não é.
Achou que fosse, mas não é.
Liberte-se de tudo que o incomoda.
Liberte-se  do que o faz sofrer.
Renda-se á vida com tudo o que ela pode te oferecer.
E continue tentando até acertar.

sábado, 23 de outubro de 2010

a indiferença



A indiferença é uma das piores coisas que um ser humano pode sentir na pele.
A  indiferença contrai.
A indiferença dá úlcera.
A indiferença é abominável.
A indiferença é um conjunto de coisas insuportáveis que vão desde a covardia à falta de respeito pelo outro.

Outras miudezas:

Muito gripada.
Dores no corpo.
astral congestionado.

Pupilas vermelhas.
Nariz em carne viva,
 Discovery Chanel, cewin  e chás de todos os tipos. 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

revelação



E quando o mundo se mostra tão diferente de tudo aquilo que sempre te acolheu?
E quando tudo o que você acreditava se defaz diante de seus olhos incrédulos?
Suas crenças, seus amores, suas descobertas, seu mundo previamente construído e pré-concebido de seu jeito, número e grau?

É quando você percebe a dialética das coisas.
É quando você percebe a dialética dos corpos.
É quando você percebe a dialética das mentes.

E numa estática surpresa, se coloca na posição de observador.
Só que como a vida é sua, e você atua solo na sua interpretação de ator principal,
você sofre.
E como a idade é avançada e você não tem mais paciência  pra sofrer devagar
você urra.
E se os vizinhos ouvirem, eles que se danem, eles que fechem as suas janelas.

Ou rasguem os contratos das suas casas. 
Ou observem impassíveis o sofrimento alheio, sem dó, nem vaidade.
Sem zelo e com respeito.

Porque a vida nos invade de tal forma  que é impossível ficar alheio ao movimento.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

falta de inspiração


Antigamente eram as gavetas cheias de papeis.
Pastas de plástico abarrotadas de rascunhos. Poesias. Musicas. Um conto inacabado. Uma crônica infeliz desmemoriada. Outra poesia. Um filme que  virou  peça que virou livro que deu em nada.
Atualmente, uma porção de arquivos abarrotados de rascunhos.Poesias, histórias infantis inacabadas. Um e outro artigo. Memórias. Outro e sempre diários. Um juvenil alterado continuadamente dia sim dia não.

Tudo igual no quartel general.

 Tudo como antes no quartel do Abrantes.

E a inspiração? Ahh essa é cheia de manhas. Agora nem  a melancolia velha e sempre companheira, é capaz de despertá-la de seu sono profundo.
E se tomo um chá, eu durmo.
E se leio um livro, desanimo.
A única coisa que me alegra e que me dá viço, são as artes plásticas.
Olho, admirada este mundo por mim desconhecido, e se não compreendo o que o artista quis dizer, olho de novo e busco outros sentidos.
E senão descubro nada, dou de ombros e apenas curto a criação.
Curto a inspiração dos outros, porque a minha mesmo, anda por aí a esmo.
Caçando docilidades.

domingo, 10 de outubro de 2010

mario vargas lhosa

  

 Arte: Cândido Portinari



" ...o objeto que representa a civilização e o progresso não é o livro, o telefone, a Internet ou a bomba atômica, e sim a privada. Onde os seres humanos esvaziam a bexiga e os intestinos é determinante para saber se ainda estão mergulhados na barbárie do subdesenvolvimento, ou se já começaram a progredir.
As conseqüências desse fato simples e transcendental na vida das pessoas são vertiginosas. 
No mínimo um terço da população do planeta - uns 2,6 bilhões de pessoas - não sabe o que é um sanitário, uma latrina, uma fossa séptica, e faz suas necessidades como os animais, no mato, à beira de córregos e mananciais, ou em sacolas e latas que são jogados no meio da rua. 
E mais ou menos 1 bilhão utiliza águas contaminadas por fezes humanas e animais para beber, cozinhar, lavar a roupa e fazer a higiene pessoal. Isso faz com que pelo menos 2 milhões de crianças morram, a cada ano, vítimas de diarréia. E que doenças infecciosas como cólera, tifo e parasitoses, causadas pelo que o relatório chama eufemisticamente de "falta de acesso ao saneamento", provoquem enormes devastações na África, na Ásia e na América Latina, constituindo a segunda causa de mortalidade infantil no mundo."
(Mario Vargas Lhosa em  O Cheiro da Pobreza.)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010



  Arre Frank Gonzalez

" Olhar preso no meu, perdidamente.
Não exijas mais nada. Não desejo também mais nada, só te olhar, enquanto a realidade é simples, e isto apenas".

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010


Um  dia me falaram que a dor de amor um dia passa
Anunciaram-me a cura  com o aval do  tempo
Mas quem vai me arrancar essa faca do peito?
Quem é que vai me tirar esses restos de cacos?
Me diga quando a cantiga começar...
Me grite quando o dia amanhecer,,,,
Alguém  aí sabe assoviar uma cantiga de ninar decepções?

E esse barco zás trás? 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quando é a hora de parar?
Como saber  se o momento já passou?
Quando descobrimos que fomos bloqueados no msn?
Que fomos suprimidos do facebook?
Como saber se a história já era?
Que  continuar não tem mais jeito?
Que momento é esse dessa coragem que nunca se apresenta?
É preciso ter coragem de cair fora.
É preciso ter uma vantagem do destino.
e se não houver?
faça acrobracia.
caia de boca

meta os pés pelas mãos
Desobeça.
O céu é futacor.
E se ainda tiver amor?
Enterre-o onde o vento faz  a curva.