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terça-feira, 19 de outubro de 2010

falta de inspiração


Antigamente eram as gavetas cheias de papeis.
Pastas de plástico abarrotadas de rascunhos. Poesias. Musicas. Um conto inacabado. Uma crônica infeliz desmemoriada. Outra poesia. Um filme que  virou  peça que virou livro que deu em nada.
Atualmente, uma porção de arquivos abarrotados de rascunhos.Poesias, histórias infantis inacabadas. Um e outro artigo. Memórias. Outro e sempre diários. Um juvenil alterado continuadamente dia sim dia não.

Tudo igual no quartel general.

 Tudo como antes no quartel do Abrantes.

E a inspiração? Ahh essa é cheia de manhas. Agora nem  a melancolia velha e sempre companheira, é capaz de despertá-la de seu sono profundo.
E se tomo um chá, eu durmo.
E se leio um livro, desanimo.
A única coisa que me alegra e que me dá viço, são as artes plásticas.
Olho, admirada este mundo por mim desconhecido, e se não compreendo o que o artista quis dizer, olho de novo e busco outros sentidos.
E senão descubro nada, dou de ombros e apenas curto a criação.
Curto a inspiração dos outros, porque a minha mesmo, anda por aí a esmo.
Caçando docilidades.