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quarta-feira, 28 de março de 2007

No livro " Mais badulaques " do Rubens Alves, tem um texto maravilhoso que ele indaga porque quando pedimos alguma coisa pra Deus, lhe oferecemos sacrificios em troca do pedido ao invés de oferecer ao criador coisas belas como flores e poesia.
Achei encantador este pensamento, por isso, quando dia desses, precisei de uma força do divino, fiz a seguinte "promessa" se tudo der certo, te darei uma poesia como presente. Aí está:

Hoje não quero falar do cansaço das estrelas
Muito menos implorar por outro amor
Não quero falar das dores do passado
das agonias do futuro
da falências do ser humano
da falta de amor que nos assola
e das urgências que fingem que nos consolam.

Estou devendo um poema para Deus.
Um poema sem patologias.
sem dores de amores.
sem saudades.
Sem algemas e sem prisões.
Estou devendo pra Deus um poema bonito.
Com cheiro de flores.
e sorriso de namorados

Um poema pequeno. Como as manhãs.

E por falar em dívidas. Não posso mais dormir com elas.
Estou devendo pra minha mãe uma tarde de fotografias antigas.
Um por do sol em Ipanema com meus filhos
Um sorriso no meio da tarde enquanto tomo um copo de chocolate frio.

Estou também me devendo um buquê de flores pra enfeitar
minha casa cor de cinza chumbo.

Algumas promessas, como esta ,eu cumpro.
As outras, prometo, juro que prometo, que dia desses as cumprirei, maravilhada.

Como vês, senhor tornei-me uma fazedora de promessas.