sexta-feira, 13 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Onde foi que guardei meu espanto?
Na caixinha de retalhos da minha mãe?
Tenho vontade de gritar até romper os peitos... até sangrar a última veia artéria e coisa e tal.
Porque a sáida estava logo ali, e não havia desapontamentos
Só lirismo.
Mas a cegueira noturna, aquela que impede, se cristalizou igual cicatriz, e o mundo não tem culpa se fiquei a ver navios.
ninguém tem culpa...
Gigante pela própria natureza..
E se o lábaro estrelado é confuso e dilacerante, eu não posso simplesmente cruzar os braços
e percorrer a via crucis...
Não tenho tempo
o amor acaba
Não tenho tempo
a dor não me dói mais
E se a lua não se oferece da janela, vou pro quintal e aproveito o que tenho
mesmo que seja o cinza e arranha-céus...
Não quero tempo
não tenho tempo
Exit. Escapulida.
Tudo é sem nexo, mas não vou chorar...
o tempo passa.
e você sempre estará lá.
No mesmo lugar.
Maktub.
domingo, 1 de abril de 2012
Se guardo as palavras, elas vão aumentando de tamanho, e vão ficando tão grandes que explodem sem direção, num caos desadormecido, Quase santo. Misericordioso.
Não falo isso apenas para me livrar dessa dor
da dor de não ter que dizer.
O vazio impera. Inexorável.
As palavras dormem e não tem presa de acordar
quarta-feira, 28 de março de 2012
E lá foi ela cheia de onomatopéias na cabeça.
Tinha dia que acordava cheia de amanhã.
Tinha dia que dormia ontem
Não sabia se ia, se ficava, se cuspia no fosso ou se debochava dos livros.
Confusa. Sempre confusa, fingia quando se sentia nervosa.Fingia, e se desencontrava dos amigos para eles não proibirem seus olhos.
Indiferente, se tivesse que correr corria.
Principalmente das impressões e significados e da imensa alegria que carregava porque não tinha ido no enterro do pai.
Se saia pela porta da frente. Voltava. Aforismos, neologismos, sadismos. Gostava. E ficava acordada até tarde lendo bula de remédio.
As incertezas, os inversos, os infernos, descarregava na tomada igual bateria de celular. Usava blusa de babado e pensava que a noite disfarça tudo.
E confundia os próprios miolos com idéias de grandeza: queria ser uma virgem de Álvares de Azevedo.
Escandalizava a avó. As prostitutas são livres. E gozam quando querem. E subia nua no pé de goiabeira.
Sentenciava, enunciava e denunciava os hiatos dos clichês óbvios.
Um dia pariu palavras. Zonza sentou-se no meio fio.
Precisava colocar em xeque seus miolos moles.
Apagar o incenso, se meter na roda, permitir o cortejo e apenas uma dose de vodka.
Precisava ver graça no ato.
Derradeira, viu que seu gato era de carne e osso e saiu pra desfrutar de si.
Nunca mais voltou.
Assinar:
Postagens (Atom)














