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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Eparrei Iansã!



Meu canto para Iansã

Dobrai os ventos e as tempestades
Dobrai os raios e os trovões
E te rogo, minha rainha,dobrai as dores do meu coração

Que as tempestades do meu caminho virem brisas de verão
Que os ventos pra longe levem meus inimigos em servidão
Transformai seus raios em rimas de beleza
Fecundai seus trovões em versos inquietos

Rogai por mim, Oiá
Brandai sobre mim sua espada
e transborde sua alegria em minha vida.
Eparrei!

A mulher de Iansã

"É uma mulher que está ligada ao passado, ao coletivo, pela origem comum da necessidade fertilizadora do feminino e está ligada ao futuro pela necessidade de diferenciação, que a tirará do coletivo e a jogará sempre para frente, para o novo. É inconformada e inquieta, está voltada para o impulso de empreender coisas, de realizar seu poder criativo. A atualização dessa força criadora dependerá da forma como ela direcionar esta energia, que muitas vezes pode ser desviada para outros fins, ou ser esvaziada.
A mulher que sente impulso para criar, para dar significado ao seu mundo, precisa ser fiel aos seus conteúdos internos, à Deusa dentro de si. O ato criativo é o processo de se arriscar, de se jogar no desconhecido, de mergulho nas fontes fertilizadoras, da viagem interna em busca da essência das coisas. O desejo de criar move o contato com o informe pela necessidade de dar forma, de arrancar da terra coisas vitais para alimentar a consciência."