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quinta-feira, 5 de julho de 2012


Quem pode me explicar porque os buracos negros só  sabem sugar?Eles nunca vomitam nada, e mesmo assim, engolem tudo sem distinção...
 E essa coisa toda tão  bem explicadinha? e essa coisa tão correta e chata? Pormenores indiziveis...
Tudo  é tão  simples... tudo é  tão complexo...
Até os atalhos estão cheios de regras tão certinhas
Pensarcomotodomundopensarcomotodomundopensarcomo todomundo
besteiras burguesas de um mundo comum
fetiches,sonos mal dormidos, amigos cibernéticos e amores na tela do computador
E todos vão seguindo a mesma  trilha, sem gilete. 
Pela metade, seguindo até um ponto de referência.
Esquerda? direita?
Ao norte, ensina a bússola.

Esquecer o que se quer. Mas o que realmente se quer?
os quereres pares.
Desfazeres impares.
Vontade de chorar no meio do dia.
As certezas inacabadas vão fazendo fila todo dia e essa incompletude que não alimenta tudo?Será  que no final, isso vai levar a algum lugar?
Não escolho os caminhos. Eles mesmo se escolhem.
 Caminhos são modernos. Sustentáveis. Autogestionados.
E essa vontade de andar descalça no meio da noite?
Me diz o que faço com essa amplitude que me queima os olhos?
A memória entranha pelos ossos e  vai adentrando  toda a carne.

A lembrança dos risos dos filhos alimenta as paredes da casa. Silenciosos permanecem os móveis, atentos, os livros.
As buganvílias brancas e os jasmins  já não existem mais.
Mesmo assim, as formigas continuam  carregando suas folhas no quintal...