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terça-feira, 15 de maio de 2007

Roberto Carlos , quem diria hein!

Bem, não tive tempo como leitora e escritora de expressar minha indignação diante da postura do Rei em relação a sua biografia escrita pelo Paulo Cesar Araujo. Eu particularmente adoro biografias, e também curto muito o rei.
As pessoas da minha geração com certeza cresceram ouvindo o Roberto.
Eu ouvi bastante. Na casa da minha avó em Quintino, onde morei durante algum tempo, minha tia Marly, era fanzoca n° 1 do Roberto.
Eu era pequena na época, mas adorava quando chegava sábado e minha tia botava na vitrola os grandes discos de vinil e rolava de tudo: Detalhes, Cavalgada, Proposta...
A minha tia Marly inclusive, tinha o mesmo tipo do Roberto: magra, cabelos encaracolados, usava calça boca de sino, blusa de cardaço na frente e medalhões.
Vários. De todos os tipo e tamanhos.
Eu inclusive na minha inocência infantil achava que a tia Marly era a namorada do Roberto.
Pregadas na porta do guarda roupa havia váááárias fotos do rei e uma do Chico, com cara de sabiá, vestindo o uniforme do Fluminense. Isso foi lá pelos idos de 1975.
Aos doze anos, descobri a verdade. Ela não era a namorado do rei, era simplesmente mais uma fã.
Só desencantei do Roberto lá pelos idos dos anos 90, mas depois voltei às boas com sua musica, através das releituras que alguns músicos foram fazendo.
Roberto é brasa, mora?
Eis que me surge então esse caso do livro biográfico feito pelo Paulo Cesar Araujo.
Um caso feio de injustiça ( Justo o rei, católico fervoroso. Como pode? Ele deve se comungar, com Pr. Marcelo Rossi, que perdoa todos os pecados das celebridades, afinal o padre é pop).
Eu não conheço o autor, e não li o livro em questão ainda, mas a imprensa diz que o livro é muito cuidadoso e foi escrito num tom elogioso. E mesmo que não tivesse.
Sei que estamos falando de Roberto, um patrimônio cultural nacional assim como Chico, Caetano, Gil, Bethania, o Maestro Tom, Gonzagão,entre tantos outros, mas daí a promover queimação de livros, destituição do direito de se exprimir é demais.
O livro é dominio público, caçaram o escrito, mas ele está na internet a disposição de todos, aonde inclusive, o lerei em breve.
Me enjoa pensar nessas coisas. Odeio esses tipos de censuras escrachadas feitas pela justiça em nome de quê, meu deus?
A vida do Roberto sempre foi um livro aberto. Ou não?
Deus me livre de um dia agir assim, em nome da minha honra.