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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

40 anos sem Che


Semana passada, fez 40 anos da morte do Che Guevara.

Como estava sem Net, não postei nada a respeito e como a semana já passou, resolvi deixar estar, como meu retrato do Che, pendurado no meu corredor.

Mas depois que recebi um e-mail de um famoso filósofo paulista que resolve comentar sobre a morte do Che, resolvi postar também, algo assim meio indignado.

Segundo o paulista, a Veja faz um contraponto entre o escritor Alvaro Vargas Llosa e O Cientista Politico Emir Sader e seu comentário é que ambos demonstraram na entrevista serem cegos e burros.

Mas o filosófo concorda com o escritor Alvaro, quando ele diz que Che é um assasino com registros e orgulho disto e diz mais: Chê ( com acento circunflexo mesmo) foi um péssimo ministro.
Sacanea Emir, um dos grandes intelectuais do Brasil, quando este assegura que a figura de Che SOBREVIVE independemente da politica capitalista.

O mais terrível de tudo é quando ele fala que na verdade, Chê( com cento circunflexo msmo) é apenas um reles "desenho' para vender camiseta,na verdade, Chê( com cento circunflexo mesmo) é um homem astuto e vaidoso que usava sua beleza para promover seus atos. Ele é segundo o filósofo um marqueteiro hollywodiano.

Diz mais: que o único que entende o grande icone Chê ( com acento circunflexo mesmo) é Andy Warrol. Segundo ele, Chê ( com acento circunflexo mesmo) é uma simples iconografia, e quem entende de iconografia é Andy warrol, que sacou isso e transformou Chê ( com acento circunflexo mesmo) no grande ícone que ele é hoje.

O Filosofo diz ainda que Chê( com acento circunflexo mesmo) na verdade só pode ser compreendido realmente por um costureiro, estilista ou tatuador.

Que aquela famosa foto de Alberto Korda onde Che fita o infinito, é apenas uma imagem ,uma picture.E não representa absolutamente nada!

Eu ri de me acabar.
Mas depois pensei bem e vi o preconceito latente e o baita reducionismo histórico desse homem que é um herói na America Latina.
O cara conseguiu com seu texto transformar o grande revolucionário e humanista latino americano em uma caricatura, vaidosa, inumana, vazia e acima de tudo, um tolo quando diz que precisamos endurecer, porém sem jamais, perder a ternura.

Realmente é dificil de acreditar que um intelectual tenha uma visão tão estreita, desdenhosa e simplista da importância do Che não somente para o povo cubano, mas para toda uma geração que acreditou não em uma picture, mas em uma concepção de mundo onde
Che que era um homem que acreditava na vida e no homem, que acreditava em mudanças e lutou por elas.

Até mesmo a revista norte-americana Time incluiu Ernesto Che Guevara na sua lista das 100 personalidades mais importantes do século XX, na secção "Líderes e Revolucionários". Na Argentina foi eleito o maior político argentino do século XX, obtendo 59,8% dos votos, em enquete feita por TV. (Wikipédia)

Eu que creio ainda que é possível tornar o mundo diferente, me senti ofendida, e a despeito de tudo, El Che Vive!