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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

aceitar a depressão



Em 2007 iniciei  um processo de depressão profunda, por conta de assédio moral no ambiente de trabalho.
Eu sempre fui uma mulher de muitas  habilidades e custei muito a aceitar os meus talentos e possibilidades.
Custei  a aceitar que eu era  uma mulher realizadora.
Problemas de infância. Problemas na infância.
Mas eu fui superando tudo com fé em Deus e fé no que eu acreditava.

Quando coloquei meus talentos á vista, muitas pessoas ficaram espantadas, com medo, com inveja ou sei lá mais o que se passa na cabeça daquelas pessoas. O fato é que as energias negativas que me rodeavam, os maus tratos psicológicos, acabaram  causando um sofrimento mental enorme. Me colocando num estado mental de total inadequação e quando vi estava no submundo de mim mesma.
Foram 3 longos anos.

No ano final, estive com a síndrome do pânico que é uma das piores coisas que podem acontecer a um ser humano.
Ano passado, notei  alguns sinais de  alguns fatos recorrentes.
Em dezembro no metrô  de Paris, quando olhei a multidão descendo as escadas, iniciou uma taquicardia e minha mão suava horrores. Levantei a  cabela pra pegar um ar, fechei os olhos e fui. Eu pensei: venci!

Mas  no final da noite, não fui passar o ano novo na Torre Eiffel, fato imperdoável para muitas pessoas. Jantamos, tomamos um champagne e os primeiros minutos de 2015 me pegaram nos braços de Morfeu.
Esse ano, em meados de junho, comecei a chorar no banheiro desesperadamente. me olhei no espelho e me perguntei: porque raios você está chorando mulher?
Eu não tive resposta pra mim mesma.

Por conta da febre tropical que peguei na Amazônia, se destacou  em mim, um estado depressivo. Oito anos depois,  cá estou eu com depressão novamente.
Hoje resolvi escrever porque as coisas começaram a  fazer sentido para mim.
Na primeira vez que tive depressão, eu recorri a rezas, orações, Padre Marcelo era meu redentor, não tenho vergonha de dizer isso. Tinha medo da terapia, do terapeuta, do meu passado, das minhas entranhas. O anti depressivo foi o que me deu qualidade de vida necessária para continuar.
Aprendi muito pouco ou quase nada. Só aprendi que nunca mais queria estar novamente neste lugar.

Dessa vez, por conta do auto conhecimento de mim mesma, das minhas orações, meditações,  por ter aprendido a me amar em primeiro lugar,  por me ouvir, por buscar sentido nas coisas  que faço e principalmente do  que penso, estou bem.
 Tenho todos os sintomas, e não é fácil, não é fácil mesmo.
 Mas aí eu penso:porque estou neste estado? qual é o propósito? O que o emu espirito quer me mostrar com isso? onde preciso mudar? como posso crescer com isso e  a partir disso? porque esta doença é recorrente em mim? o que preciso fazer? o que preciso compartilhar?
Estou buscando sentido para mim. E tudo tem me feito muito bem.
 Compartilhar isto é um passo.
A pagina Diário de Bordo para Professores Estressados é outro.
 O e- book   Diário de Bordo para Professores estressados que estou escrevendo, é outro passo também.
Menos algumas opiniões que eu não engulo. Principalmente de pessoas que nunca tiveram a doença e ficam dando opiniões  equivocados.
 Mas isto  é papo para um outro post.