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sábado, 12 de janeiro de 2008

Por aí

Estou em Búzios por estes dias..
Ontem cheguei ao Rio para uma consulta médica e estou indo bem.
Meu médico,que é uma criatura iluminada conversou muito comigo e me deu umas forças maravilhosas.
Vou me matricular na ioga semana que vem e quando estiver prepararada para mim mesma, vou iniciar a terapia com um profissional. Prescrição médica.

Hoje volto novamente para Búzios. Sem telefone, sem internet, sem tv a cabo...
Somente mar azul, mimos de mãe, risos de filhos e sobrinhos amados, peixinho frito,sundaes, e pores do sol, muitos pores de sol.....

O POETA DAS FLORES

Bem, hoje vou postar uma blônica do site Galinha Pulando autorizada pelo poeta baiano Waldeck de Jesus, sobre um outro poeta baiano, o seu Wagner, o Poeta das Flores.
Olha que lindo! São esses exemplos que me dão forças para continuar, pois é isso o que realmente interessa de verdade: Fazer aquilo que a gente ama!



“Sempre gostei de estudar, desde criança. Aos 54 anos me encantei pela poesia e fiz meu primeiro poema "Findar do Ano”, revela Wagner Américo da Silva, 83 anos completados dia 20 de outubro.

O poeta, filho de baianos, nasceu em 1924 na cidade do Rio de Janeiro, durante viagem de férias de seus pais. A família retornou à Bahia com o filho ainda pequeno. Desde então, Salvador tem sido sua nova terra, onde criou raízes e casou-se com Cleusa Ramos, com quem convive atualmente.

Na capital baiana, foi dono de uma rede de armarinhos, desistiu para ter mais liberdade e mais tempo de declamar poemas pelas ruas da cidade. “A riqueza do Wagner [a poesia] é intangível”, declara convicto de ter feito a escolha certa para sua vida.

As flores do poeta

“Eu distribuía flores naturais, mas aprendi com uma senhora a fazer flores de fita de cetim”, fala orgulhoso. O apelido Poeta das Flores foi dado por Beni do Carmo, uma amiga. Daí em diante, Wagner não parou mais de declamar e ofertar flores numeradas. Já distribuiu 8286 flores e poesias até outubro de 2007.

Um dos seus projetos é deixar de ser camelô para dedicar-se inteiramente à arte. Mas a aposentadoria que recebe do INSS não lhe permite o luxo de deixar o mercado informal. Outro motivo justo para continuar batalhando é um sonho antigo de publicar um livro de contos e parte dos 97 poemas que sabe de memória. Wagner economiza tudo que pode a fim de ver seu livro publicado. “Não vai ser um livro rebuscado. Será um livreto de poucas páginas”, suspira com humildade.

O poeta camelô

O dia a dia de Wagner não varia muito. Há exatos 25 anos ele acorda antes das 06 hs da manhã, faz o desjejum e se dirige à barraquinha montada nas escadarias da Barroquinha.

Ali “O poeta das flores” mantém uma pequena banca de camelô, onde vende bugigangas. Retorna para casa no final da tarde, janta e vai dormir, geralmente antes das 8 da noite. “Eu trabalho duro durante o dia e durmo bastante durante a noite” revela o poeta. “Este é o segredo de chegar aos 83 anos de idade com a lucidez de um jovem rapaz”, completa.

Aos domingos, ao invés de descansar, Silva levanta no horário de costume e sai para visitar igrejas e distribuir flores. Seu palco é qualquer lugar onde exista alguém com olhos atentos e ouvidos abertos à arte. Ele percorre ruas, praças, bares e eventos literários, sempre distribuindo sorrisos, alegria, rosas e poesias, na esperança de plantar a paz e o amor por onde passa.

Família de “artistas”

Pai de três filhos, Tchaikowsky, Strauss e Sheila, já adultos e independentes, o poeta escolheu o bairro da Liberdade para morar. O nome dos filhos veio da admiração por músicos (os filhos) e pro uma personagem de novela dos anos dos anos 40 (filha). O lugar onde mora foi escolhido de acordo com suas condições financeiras e também pelo nome do bairro, que “soa como o abrir de uma porta para o mundo...”, diz o poeta.

Num poema auto-retrato, Wagner revela: “No mundo louco de poesia e felicidade, o vil metal faz com que eu seja louco ativo e não possa viver no mundo dos loucos passivos. Eu sou louco”. Mas o Poeta das Flores fica indignado com aqueles que não o compreendem como um louco do bem, um louco que é lúcido e consciente do seu papel de cidadão. Revolta-se com aqueles que não percebem que seu compromisso é com a arte e que dedica sua vida espalhando bondade através da poesia.