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quinta-feira, 7 de maio de 2009

cem anos de solidão

Acabei de ler Cem Anos de Solidão tem um tempinho.

Fez parte de uma decisão de ler meus livros que já comprei há muitos anos e que por uma ou outra razão não tive a oportunidade de ler.

Cem Anos foi um livro que custei a ler, nem sei porque, mas devo admitir que mexeu comigo.

A linguagem exata, o clima fantasioso, a força matriarcal de Ursula, a fundação de Macondo e sua história surreal,a cosmovisão de José Arcadio , o pai, o intricado personagem Aureliano Buendía e toda a herança maldita a e mesmo assim bendita dessa história magica, realmente mexeu comigo.

Fiquei alguns dias estupefata.

Procurando encaixar no dia a dia, a visão do autor em mim, e a marca da literatura que tão profunda me fez acordar de madrugada pensando que não poderia mesmo ter sido diferente.

Fiquei inquieta.

Foi quando percebi que ler este livro foi um dos exercicios mais maravilhosos da literatura: Tentar compreender a vida. Esta mesma vida que nos assusta e nos cobra uma posição diante de seus fatos mais ousados, mais aflitivos, mais do mesmo, e tantos outros mais que me fogem agora, mas que são fato, são vida.

Me encontro agora lendo no original La Hojarasca, do mesmo Garcia Marquez, da mesma Macondo, a meu ver, a história se passa e ao mesmo tempo dos fatos narrados em Cem anos de Solidão.


Só que uma ressalva: La Hojarasca, ou o Enterro do Diabo, é de 1955 e Cem Anos é de 1967.

E aí reside a maravilha: Você pode ler antes ou depois de Cem Anos.

Estou lendo depois.
Ando procurando nas entrelinhas, os fatos que poderiam ter ocorrido que poderiam ter modificado a obra posterior.

Nas entrelinhas busco a força dramática que tanto me comoveu

Está sendo um bom exercício literário comporar as duas narrativas,e não ousaria nunca fazer uma critica aprofundada sobre a diferença das duas obras. Não me atreveria a tanto.

Embora tenha minha modesta opinião.

Cem Anos de Solidão merece todos os elogios e sensações que um leitor possa ter.

É uma delicia de livro e me atrevo a dizer que, Maktub, essa leitura não poderia ter vindo em melhor época da minha vida.