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quinta-feira, 4 de junho de 2015

sobre bruce jenner e escolhas


Conhecia Bruce Jenner de vista, sequer sabia que ele era atleta olímpico. Via ele de relance  num programa que minha filha assiste no canal E sobre a família Kardashian.  Eu sempre falando com ela que nunca entendi muito bem, o que as irmãs significam, e porque elas tinham um programa de TV, e porque ela assistia a isso tudo.
Mas não importa.  Das vezes que assisti,  o tal Bruce estava sempre ranzinza. Eu  ficava olhando e achava  que ele  me lembrava algum personagem do final dos anos 70, da minha infância. Talvez alguém da Rhonda ou da Mary Tyler Moore. E isso já vai tempo hein... Talvez muitos que leiam isso não saibam de quem estou falando.Mas estas duas mulheres foram a sensação do entretenimento de comedia  na década de 70. Eu adorava  a série delas. Eram series do tipo Big Bang Theory, The Middle,  Senfield.
Enfim... nestes dias de corre corre atuais, li  rapidamente num destes noticiário de internet que o o tal Bruce estava fazendo uns procedimentos pra virar mulher. Ok. Vida em frente.
Até que no inicio desta semana vi a linda mulher que o Bruce havia se tornado.
 Uau!! Prazer, Caitlyn, bemvido ao mundo!  Aos 65  de idade!!!!

Bruce Jenner na capa da 'Vanity Fair' (Foto: Divulgação) 


Muito bem.
Estou aqui pra falar de Bruce Caitlyn- Caitlyn Bruce. 
Quem existia primeiro? 
Quem habitava e se escondia nessa intima relação?
Não quero  e não vou fazer julgamentos de nenhum tipo. Não sou juíza de ninguém. Não me cabe este papel.
Estou apenas perguntando: Quem realmente sabia o que queria com essa transformação? qual era a unica pessoa no mundo que sabia que decisão tomar? quem sofreu mais do que todo mudo pela sua libertação? quem foi que pesou prós e contras e mesmo assim quis se arriscar? quem saiu da sua zona de conforto? quem debandou das convenções e crenças da sociedade e foi viver a sua felicidade? quem foi sincero e desejou profundo? 
Estou aqui falando de coragem, estou aqui  falando de acreditar que podemos criar a nossa realidade. Estou aqui  falando de  assumir riscos, assumir nossos desejos mais profundos. 
De compactuar consigo mesmo, e arcar com as consequências das próprias escolhas.

As duas lições que tiro observando Caitlyn são:  Lição 1: Coração dos outros é terra que ninguém pisa.  A  mente também não.  A alma também não. Não julgue os outros pelos seus desejos de ser quem são. Os outros, são os outros.  Estão fora da nossa zona de controle. 

 Lição 2: Devemos ser gratos  pela coragem de  ser quem desejamos ser. 

Viva as suas escolhas.