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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

as tartarugas podem voar



De manhã minha cabeça estava a volta com mil coisas para resolver hoje: desarmar os móveis que ficaram no apartamento, ir ao banco pagar as contas, comprar edredons opois o frio não passa e um varal de pé.

Enquanto tomava meu parco café com leite da dieta que me instaurei a partir de hoje, deu uma zapeada pela tv.

Dr. House( adoro esse homem!!!!,meu deus! obsessão por olhos azuis)e me deparei com o grande filme As tartarugas podem voar do curdo iraniano Bahman Gobhadi, que fala do dia a dia de crianças curdas num acampamento de refugiados.

Não gosto de comentar filmes pois não sou crítica de cinema, mas este filme retrata na medida certa, a realidade do trágico dia a dia daquelas pessoas.

Não conseguia parar de pensar no quanto a vida me é rara, e fez com que meus filhos pudessem ter o aconchego do amor de uma familia e a paz de uma nação.

Vi o filme com a Ju, e nosso abraço nos sustentou da crua realidade.

A dor da menina Agrin que não suporta a lembrança do estupro e mata o próprio filho para depois também tirar a própria vida.

As cenas tão belas e sensíveis,na medida do desespero da personagem.

Você vê o filme e a presença nefasta dos EUA está em todos os lugares: nas minas que aleijam,na esperança da salvação, no imaginário dos canais de televisão proibidos que passam na parabólica...

Singelo final quando o protagonista, Satélite, que desejava tanto ver(ser salvo) pelos americanos, vira as costas para os soldados,dizendo nesse gesto tudo o que sabíamos.

A percepção de que não há salvação.

Não,os norte americanos,não são os heróis que ele sonhava.

O que os nutre, é o que os destrói.

Belo filme. bela fotografia.Belíssimo roteiro. Eu recomendo.