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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

eloá

E então ela entendeu que aconteceu o amor na sua vida...

Mas o que uma menina de doze anos entende de amor?

Uma menina de doze anos não devia estar brincando de bonecas? de casinha? idealizando uma bonita carreira de médica, dentista,professora?

Uma menina de doze anos não devia estar dormindo com os pais numa noite em que tudo ficou escuro demais e sombrio?

Uma menina de doze anos não devia dormir às dez?

Uma menina de doze anos não devia ter como única preocupação na vida colecionar um álbum de fotos de seu ídolo preferido?

Um menina de doze anos não devia se preocupar unicamente em tirar dez nas provas escolares?

Ou será isso uma coisa antiga?

É. O conceito do mundo mudou. Não adianta eu negar as interferências vindas de uma mente coletiva que não sei quem criou.Uma menina de doze anos hoje,não é como uma menina de doze anos do meu tempo, em que a prioridade era o lúdico.

Não é moderno determinar regras para aos filhos. O barato da hora é deixar filho crescer igual capim. Eles dão conta do mundo.

Eles dão conta da vida!Essa vida tão perfeitamente maravilhosa e tão miseravelmente pérfida.

E se a menina não der conta, a televisão, a internet, os amigos da rua, a ajudarão a entender seus pares, seus temores, seus amores, seus desejos...

Inclusive seu desejo de se tornar amante amada de um rapaz de dezenove anos.

E se três anos depois, ele a ameaça em sua própria casa, se ele subjuga a amiga,que estoicamente que ser a heroína do dia, a culpa de tudo é da mídia.

Da televisão, da internet, da escola que não deram conta de ensinar a menina a se dar conta de ser mulher e lidar com suas vontades.

E se três anos depois, ela morrer com um tiro na cabeça, o culpado de tudo é do diabinho na cabeça do namorado que foi mais forte que o anjinho que pedia pra ele voltar pra casa na santa paz do senhor.

Mas peraí anjos existem?

Por acaso,nesse universo moderno existe lugar para a devoção? Para o sagrado?

Por acaso eles não aprenderam que os anjos são poderosos? Poderosos demais...E se invocados com fervor não há diabo que os vença?

Numa história sem culpados E absurdos erros policiais, a culpa tudo é da moderidade,dos meios e não dos fins.

Que pena que Eloá morreu.

Uma criança que ainda tinha tanto pra sonhar!