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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

antidepressivos:livros


Achei massa essa reportagem lá no site da Marie Claire( Isso. Eu também tenho meus momentos mulherzinha) e resolvi dar um corte-cole com créditos. Lóóóóóógico.....

"BIBLIOTERAPIA: OS LIVROS COMO REMÉDIO

Sou suspeita pra falar, porque eu amo ler. Mas adorei a notícia que a imprensa divulgou há poucos dias sobre a nova forma de terapia que está sendo utilizada em Londres: a leitura de livros selecionados por especialistas, de acordo com o momento que a pessoa está vivendo. Quem lançou o método terapêutico foi uma equipe que tem à frente o filósofo Alain de Botton, autor de “Como Proust pode mudar sua vida”. Já entrevistei de Botton em Londres e a vontade que a gente tem é de ficar conversando horas com ele...

O filósofo e outros escritores fundaram agora em setembro a “School of Life” (Escola da Vida), que, assim como a Casa do Saber, em São Paulo, oferece palestras e cursos de curta duração sobre filosofia, arte, psicanálise – uma série de temas. Mas, além dos cursos, a escola resolveu inovar e lançar o serviço de biblioterapia. A pessoa conversa com um “biblioterapeuta” e responde várias questões sobre sua personalidade, hábitos, estado emocional, fase que está vivendo e, de acordo com esse perfil, o terapeuta dos livros sugere uma série de leituras. Por essa “consulta”, o “paciente” paga cerca de 120 reais. Se quiser um acompanhamento, ou seja, trocar idéias sobre o que leu com o especialista, paga uma quantia adicional.

O que eu acho interessante nisso tudo é que os livros, de fato, podem ser terapêuticos. Não consigo imaginar minha vida sem alguns livros que eu li. Não gosto de ficar citando, nem sugerindo leituras, porque acho que cada pessoa responde de um jeito a uma determinada obra. O que emociona ou encanta alguns serve para entediar outros. O que me distrai pode chocar outra pessoa (por exemplo, os livros policiais barra-pesada). Não gosto, por exemplo, de ler Saramago, o que é considerado por muitos como um pecado mortal. E adoro ler aqueles autores americanos tipo Jonathan Kellerman, Dean Koontz, Patrícia Cornwell, que falam de crimes superviolentos – a investigação me deixa hipnotizada.

Enfim, o antidepressivo que funciona pra uns pode ser um desastre pra outros. O analista freudiano que você achou um tédio com outro faz milagres. E o livro que põe meia dúzia pra dormir às vezes vai te manter duas noites acordada, lendo como louca, rezando pro livro não acabar. O importante é a gente encontrar (com ou sem um “biblioterapeuta”) os livros que parecem que foram escritos pra nós: que nos fazem chorar, rir, perder o sono, sonhar, lembrar do passado, imaginar o futuro, viajar, viajar... Ler por obrigação, ou pra fazer bonito pros outros, nem pensar!"

Site:Marie Claire. Reportagem de Leila Ferreira na seção "Blog,Nós Mulheres"