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segunda-feira, 26 de abril de 2010

terra firme

Aos poucos meu eu vai saindo das minhas entranhas
recoberto de terra, vaga indeciso entre os vãos da casa onde não se reconhece.
Meu eu, mero personagem, quase um móvel, um  relicário de parede, ultrapassado e inútil.
Eu nesta casa, nada mais do quem um enfeite, uma coisa sem nexo, rodeado de poeira por todos os lados. Quase um fantoche das vontades alheias.
Quase um robo a quem não é permitdo qualquer tipo de emoção.
Não não posso sentir nenhum tipo de emoção.
As emoções estão proibidas nesta casa, estas pertencem  aqueles que não demonstam qualquer coisa que seja ou nada...

"pobrezinho não tem roupa, parece jesus cristo na majedoura.
pobrezinho.... tenho tanta pena, tanta pena que dá dó..."

Mas voltando ao meu eu.

Este eu agora será assim: viverá nas trevas mais tenebrosas do meu ser profundo
Esse eu que renasce da fúria demoníaca das minhas entranhas.....

"Ah os suspiros, eu adoro suspíros, principalmente os feitos de  açucar e clara de ovo, os outros, eu odeio."

Ai como é triste esse território sem seu olhos azuis que me deixam assim sem fala, amo cada momento ao seu lado, amo a calidez do seu sorriso, e a beleza da sua aura.

Eu amo a sua aura.

Força que me leva pra terra firme.