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Ando me observando por estes dias.

Quieta, percorro os corredores de mim mesma, espano meus problemas esquecidos como quem zune com as teias de aranha dos cantos.

E mesmo me recusando terminantemente a me fazer promessas, me vejo debruçada na janela contemplando o futuro de coisas boas.
Mas não ouso tanto.

Não ouso sequer enumerá-las nas velhas e conhecidas listas, companheiras de uma vida inteira.

Não sou tão corajosa a ponto de armar planos infalíveis e me entregar cegamente a eles.

Desde que vivo um dia após o outro, larguei de lado meu eu acrobático e dou vida a esse eu enfadado de gola rulê.

E por mais que tente me levar a sério, ainda sonho em brincar neste parque de diversões chamado vida.

Como o pequeno príncipe, tenho uma rosa viva guardada numa redoma cujas pétalas guardam uma esplendorasa e calma beleza.

Minha rosa também está perto de despertar.

Mas sou modesta e tranqüila, e sei esperar pelas idiossincrasias da vida.

E vou pela sombra para não me queimar, e vou criando casos porque pra isso nasci.Também sou eloqüente.Gosto de verbalizar. Dou graças a deus, pela poesia.

E como tenho um pouco de boba, um pouco de louca vou me observando sem comoções desnecessárias, me desprendenedo do que é sobra, escacarando as portas para os meus desejos novos.

Timidamente. Sem pretensões.

E,modestamente vou tomando posse do que é meu.

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