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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Da bolsa


Na crônica do Veríssimo de ontem no Globo, intitulada "Da Bolsa " ele diz: " Só duas partes da mulher continuam a desafiar a compreensão dos homens: Sua mente e sua bolsa"

O irreverente autor com sua deliciosa escrita relata as surpresas que escondem tanto as nossas mentes quanto as nossas bolsas.

Eu ri um bocado.

Eu sou um exemplo da bolsa esconderijo. Sempre morro de vergonha de abrir minha bolsa em público, tem tanto badulaque saltando pra fora que é um horror.

Volta e meia tento me disciplinar e antes de sair de casa, faço uma faxininha básica na dita cuja e geralmente retiro um saquinho de supermercado de entulho .

Arrumo tudo, e me prometo nunca mais deixar acumular tantos lixos para jamais passar pela mesma vergonha ao abrir a bolsa numa loja ou no ônibus. O juramento geralmente dura uma semana.

Maridinho outro dia perguntou horrorizado o que eu ia fazer com tanta bolsa guardada no armário. Eu respondi: _ Usar ué!
Tenho que concordar com Veríssimo que a bolsa realmente é um assunto incompreensível para os homens.

Tenho mania de bolsas.
Tenho de todos os tipos: grande, pequena,colorida, branca, preta, vermelha, de camelô, de brechó, quadriculada, de pano, de couro, de palha, de náite, de periguete, fashion, de marca, similar,de praia, enfim,,.... adoro uma bolsa.

Agora estou na fase das ecológicas. Tem cada uma linda!
Esse negócio de bolsa é tão misterioso que a Ju, aos 7 anos, não pode ver uma bolsa.Dia desses, eu lhe comprei uma mochilinha jeans linda de patchwork, no dia que ela ia estreiar( ah é, bolsa é que nem atriz, estréia)me perguntou:-Mãe, e o que eu vou colocar dentro?
_ Ah coloca suas coisas...

Curiosa, fui olhar pra ver o que ela tinha guardado na bolsa: celular de brinquedo, pente, toalhinha, roupinhas de boneca, colares de fantasia, batonzinho da Mônica, meu alicate de unha(?!), um brinquedinho do Macdonalds, tesourinha sem ponta, um chaveirinho, um livro de histórias de bolso.

Bem vinda ao clube!

Esse é o nosso mundo feminino que somente a nós pertence.

As bolsas das mulheres são bolsas amarelas, como da fábula da Ligia Bojunga.

Mágicas, se desdobram em surpresas proibidas.


Ps: Descobri que no site da Uncle K , que vende umas bolsas lindas, você pode escolher seu modelito no site, ligar pra gerente da loja mais próxima, encomendar e depois dá uma passadinha rápida e pegar seu objeto de desejo . Ma-ra-vi-lho-so!