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sábado, 10 de janeiro de 2009

gaza again


O horror é a capacidade humana de se ter passado por uma situação de horror e julgar isto inadmissível para si e possível para os outros...

Esse mundo de horrores, esse mundo onde as pessoas que sofreram são insensíveis ao sofrimento alheio é incompreensível para mim.

Compreendo menos ainda as pessoas que assistem a tudo calados, num silêncio cúmplice, como se todos fossemos devedores de algo.

As pessoas são diferentes mesmo, e aí é que reside a beleza do ser humano.As pessoas tem direito a uma pátria, a uma bandeira, a um governo.

As pessoas tem o direito a sua cultura, a sua religião, a sua linguagem.

Não sou contra ninguém, não sou contra os judeus, mas não posso ser imparcial.Sou humana, mãe, uma mulher que luta todos os dias pela liberdade de expressão, pelo direito de todos e principalmente das crianças.

A morte de crianças palestinas ou não é INACEITÁVEL.

Crianças são universais!

Precisamos mantê-las vivas para que cresçam e possam mudar o mundo.

Meu coração não se conforma com a guerra, com a fome, com a violência contra idosos e contra o desperdício de vidas humanas, meu coração não se conforma que nesse momento uma mãe palestina esteja chorando a morte de seu filho.

Os inocentes estão morrendo em Gaza.As crianças são as principais vítimas, o principal alvo! Estão sendo mortas, exterminadas!

E eu como poeta e escritora infantil deixo aqui meu desagravo. Não sou nenhum Saramago, que tem a força do nome e podia chamar atenção para o fato, mas eu sou eu mesmo, e falo aquilo que acredito.

Se eu pudesse ser um gigante e ir derrubando as fronteiras e resgatando cada uma das crianças da Faixa de Gaza, eu as levaria para um lugar seguro onde pudessem estar em paz, lendo um livro e brincando.

Aí sim, eu poderia continuar escrevendo sobre meninas que perdem o juízo e saem distribuindo amor por aí e meninos que querem chorar estrelas.