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sábado, 17 de janeiro de 2009

o fim da era bush



Eu não sou nenhuma especialista em política internacional, sou apenas uma cidadã que vivo neste mundo e não posso deixar de me expressar nesse momento histórico.

A era Bush chega ao fim, e com ela uma época difícil de entender.

Uma época onde o terror e o preconceito generalizados falaram mais alto, uma época em que um menino mimado e falastrão do Texas, disfarçado de homem mais importante do mundo tirou as coisas do seu devido lugar, mudou o foco do mundo, e não sei realmente se algum dia, as coisas vão voltar para o seu lugar.

O mundo é um lugar de preconceitos arraigados. Devido ao individualismo reinante,onde o outro é território desconhecido, é muito fácil cristalizar valores não justos e preconceituosos.

Hoje, no mundo, as pessoas tendem a olhar para o povo árabe ou de religião muçulmana, imaginando que horas a bomba vai explodir.Julgam-os inimigos em potencial causando constrangimentos,sofrimento e dor desnecessárias.

O mundo mudou na era Bush. Pra pior.

Desde o fim das interferências da ONU em países em situações de Guerra até a proibição nos aeroportos de você levar uma simples garrafinha de água na sua bagagem de mão.

Por mais que as coisas estejam do avesso, e que para alguns, a ONU tenha um papel controverso nas negociações de paz, não podemos negar sua importância na questão de assegurar ou pelo menos denunciar o abuso dos direitos humanos internacionais.

Até o meu filho mais velho depois de uma aula de História sobre a Segunda Guerra Mundial reconhece que é preciso reconstruir o papel da ONU no mundo.

Aliás,o que esse homem ferrou com a cabeça dos meus filhos, vocês não tem noção. A caçada desenfreada a Saddam, a invasão do Iraque, a primeira guerra deles televisionada, e a minha dificuldade politicamente materna de explicar o certo num mundo perigosamente duvidoso, foi uma das minhas experiências mais terríveis da minha vida.

O que minhas crianças sentiram de medo, o que eu senti de medo e acho que todos nós sentimos, é uma paranóia que não tem preço.

Com isso, os EUA da era Bush se tornou um país ainda mais fechado e centrado em si mesmo; com um governo que não fez esforços mínimos em buscar ações coletivas que visassem construir uma sociedade diferente.

Tudo bem, ninguém acreditava nisso mesmo,nem eu, na verdade, mas era preciso ao menos tentar.Ao invés disso optou-se pela opressão, pelo medo, pela guerra para se impor como o país mais poderoso do mundo.

Todo mundo já sabia, precisava disso não.

No seu último discurso ontem covardemente, Bush deixa plantada a semente do terror.
Um discurso na minha opinião terrorista, de medo, imantando pelo discuso da guerra, da diferença, do preconceito,e do pior de tudo: Do " fizemos o que foi preciso fazer, fizemos a nossa parte e não há nenhum problema nisso."

Enquanto isso, milhares de famílias afegãs e iraquianas ainda choram a morte de suas tantas crianças, mulheres e homens de bem.E Bush e seus comparsas se retiram da vida pública sem serem julgados judicialmente pelos seus crimes hediondos.

Até mesmo Saddam com todo seu despotismo megalomaníaco,merecia um julgamento justo e imparcial.Porque nunca ficou provado a existência das tais armas químicas no Iraque e nem nenhuma ligação com Bin Laden e a explosão do World Trade Center.

Se o EUA invadisse cada país com um déspota no poder, o que não seria do mundo? Africa e Américas estão aí e não me deixam mentir.

Triste.

O pior governo do mundo acaba e pode ser resumido na indignada sapatada de Al Zaidi.

Faço minhas, as suas palavras: "Este é o seu beijo de adeus,cachorro!

Um governo que já vai tarde.

Que venha Obama, com toda sua gama de boas expectativas e de esperança.