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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

triste trópico, trópico triste

Estou tão chocada com a série de reportagens de "O Globo" sobre  como o crack está se inserindo gradativamente na vida dos meninos e meninas de rua  e na classe média do Rio.
Coisa triste.
Cenas tristes.
Concordo com Rubens  Cesar do Viva Rio que diz  que estamos meio que cansados de ficar chocados com essas cenas,somos transeuntes culpados que se deparam todos os dias com os  mesmos problemas, e  nos acostumamos a virar as costas para estes meninos e meninas.

Quisera eu poder fazer alguma coisa. Você pode fazer alguma? O que nós podemos fazer?Vamos nos juntar pra fazer algo?
Ainda é possível fazer alguma coisa?
O que eu posso fazer?Eu  simplesmente gostaria de saber como lidar com isso.
Mas me sinto muito impotente.


Bem, depois que  acabei de ler o jornal de hoje, nunca mais serei a mesma:

1º - Levi Strauss morreu. Esse final de semana  conversei muito sobre ele, e o engraçado é que dormi com Triste Trópicos debaixo do travesseiro, porque na verdade, estou sendo tentada a fazer  um trabalho com os indios nambiquaras, e Strauss entre eles  é uma grande  referência.(Inclusive quando ele fez 100 anos há alguns meses atrás, alguns nambiquaras iriam até Paris, tocar flauta para ele, mas o encontro infelizmente não aconteceu.Eu que já tive a oportunidade de ouvir uma flauta nambiquara, posso dizer que o som é inesquecível e que ele teria gostado imensamente da homenagem.)

2º- Quem o  Fernando Henrique Cardoso pensa que é hein? Acho que ele sofre de amnésia crônica.

3º-Estou devastada com a questão do crack na minha cidade.Podia ser até coisa de gente ingênua, mas nunca achei   que fosse ver esse troço tão infiltrado nas nossas calçadas.

4º- Tremenda dor de cabeça-Meu sonho de ser cronista, vai se esmorrecendo aos poucos...