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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ainda sobre o haiti.


Eu ando percebendo que  a tragédia do  Haiti está saindo aos poucos da ênfase jornalistica.

Num mundo tecnológico em   constante combustão, era certo isso acontecer.
Não sei porque  ainda o meu espanto.

O governo do Haiti pediu 10 anos de ajuda para poder se reerguer.
10 anos pra tomar conta da sua história, protagonizar suas mudanças  e seguir adiante.

Me preocupo.

Nestes dias, minha vontade é pegar um avião, juntar  uma equipe de  arte-educadores, educadores ambietais, etno educadores, ecopedagogos  e zarpar para o Haiti, para tentar levar um pouco de nossos saberes, de nossos conhecimentos, de nossas vivências e  experiências para eles.

Na verdade levar  um outro tipo de alento  tanto para professores e alunos como para  todo mundo no geral.
 
É  tanto dinheiro, é tanta doação, só a grana dos atores de hollywood juntos , é uma imensa fortuna. A maioria das doações vão para  entidades médicas.Mas não vi nenhum projeto de educação.

A Educação é um Direito Humano.
Talvez  um dos mais importantes de todos.

Sou militante de direitos humanos, não dessas de carteirinha, filiada em qualquer sindicato. Sou militante gerada no ventre de mãe caridosa e humana.

Me orgulho disso. Sempre  fui e sempre serei uma pessoa que acredita na pessoa  humana e na nossa capacidade de sermos humanos.

Sou educadora,  acredito  que a função humanizadora da educação é potencial transformador de mudança de pensamento, de mudança de mundo, de mudança de comportamento, de tomada de posição diante da vida.


Educação é um fim em si mesmo.

Temo que as crianças haitianas não sejam comtempladas com programas educacionais que  busquem  resgatar as suas cidadanias dentro das suas vivências.

Dados de realidade tão trágicos quanto  elas vivem, não podem ser relegados do processo, deixados de lado,  antes pelo contrário,  tem que ser colocados  como dado dado e serem  resgnificados.

Redimensionar o olhar. Buscar dar um novo sentido ao que está posto de maneira  tão contundente.
Quem me dera poder pegar um avião e partir.
Igual formiga começar um trabalho. Conversar com os professores. Juntar  a criançada. Contar histórias. Ouvir histórias. Reescrever histórias.

Sou apaixonada pelas  infinitas possibilidades da educação, pela delicadeza da dialética da aprendizagem, pela oportunidade de poder  educar meninos e meninas  e dentro das suas próprias histórias e vivências resgatar a humanidade da vida e da pessoa humana.

Salve o Haiti!