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domingo, 24 de janeiro de 2010



Então tá. A cerveja Antartica Original não dá dor de cabeça.


Se eu vou por ali, é porque não há a minima chance de ir para outro lugar.

Não sou sou pajé. Não sou sacerdotisa. Não uso balangandãs.

O que sei tão somente é que acredito na vida.

Nesta mesma vida que parece que não vai durar muito.
Que não vai deixar eu realizar os meus sonhos.
Que vai sublimar na primeira esquina, que vai me engolir ao primeiro suspiro ...

Então tá.

Tenho mesmo sentimentos adolescentes.Não nego, nem quero negar.

Parada no tempo, usurpo minha espécie.

Sou dona de mim mesma  e de uma parte da minha imaginação minada por bombas que explodem à exaustão.

O que não me escapa,  me escalpela.

Mas eu? Eu  nem ligo.

Sonho os  mesmo sonhos, como se  eles fossem tombados pelo patrimônio histórico, como  se fossem subterfúgios nessa vida inútil...

Se vou por aqui é porque tenho medo de ir para outro lado.

Não tenho mais idade para deixar  a onda me levar.
 A vida me levar.

 Ainda sonho sonhos sem medidas.E paradeiros.

Ainda sonho os mesmos sonhos do ano passado,  e me engolfo na numerologia  para tentar esquecer o que não tem mais jeito.

O que não tem mais manha, o que não dá mais samba.

Mas  que está no sangue.
Na veia.
Faz parte, não é corpo estranho.

À parte.

Não. Não  me diga simplemente que a   antarticta original  dá dor de cabeça


Assim perderei  a fé no todo.