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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sobre d. ruth cardoso


Ontem fiquei fora do ar o dia todo.

Postei de manhã, e depois fui viver a vida porque senão fico pendurada no computador o dia todo.

Decidi ler já que o frio no Rio tá de matar e, não dá pra fazer mais nada da vida a não ser ficar enfiada debaixo do edredom.

Entre sonos com Bi, ás vezes acordava com o silêncio e me embrenhava pelo mundo de Julio Verne.

De tarde-noite Camilinha, minha sobrinha chegou de Buzios. Colocamos o papo em dia e depois tive uma conversa séria com meus garotos.

Estão passando dos limites em todos os sentidos. Não querem estudar, brigam o tempo todo,ninguém pode ficar na segurança do seu espaço, vivem só porque os computadores e video games existem...

Tive inclusive entre outras coisas, que ouvir do Ma, que não tenho motivos pra ter depressão porque não moro na favela.

Não sei se digo: Horror, horror...

ou

É... Faz sentido.

Enfim,

Perdida no meu cotidiano, não vi o Boechat nem nenhum outro telejornal.

Então qual não foi minha surpresa hoje, ao abrir a Folha on line e descobrir que D. Ruth Cardoso morreu.

Ouvi que ela foi internada na segunda, e fiquei chateda com sua morte, embora tivéssemos diferenças no campo partidário.

Mas a admirava muito como intelectual e mulher.

Uma vez, há muito tempo, li uma longa entrevista na qual ela falava de sua experiência no exílio e de como isso influenciou sua vida, seu casamento, etc.

Ela disse que criara seus filhos sem luxos, sem consumismos, quase dentro de uma doutrina socialista.

Fiquei muito admirada com sua fala doce, porém segura e, passei a respeitá-la muito e a nutrir uma certa "inveja" por ela ter conseguido criar os filhos dentro de um sistema que eu também julgava certo, mas não conseguia colocar em prática.

Essa sua fala permeou algumas de minhas ações na criação dos meus filhos.

Uma pena sua morte.

Mas a vida é mesmo essa coisa linda,e breve, muito breve...