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sábado, 17 de maio de 2008

Marina Silva


Com a saída da senadora Marina Silva do Meio Ambiente, fico profundamente preocupada com os rumos da politica ambiental no Brasil.

Embora possa não parecer, o ministério do Meio Ambiente é importantíssimo e sofre inúmeras pressões internas e internacionais.

Há muitos interesses em jogo: licenças ambientais para grandes empresas, exploração das madereiras, a gestão dos agronegócios, a exploração dos recursos naturais da Amazônia, o programa Amazônia sustentável, o projeto da bancada ruralista, o Floresta Zero que prevê a redução de reservas com vegetação nativa em fazendas na Amazônia.

Este projeto, inclusive, já foi aprovado no senado e agora tramita na Câmara do Deputados.

Caso aprovado, a área de vegetação nativa da Amazônia cairá de 80% para 50%.

Esse projeto é uma pouca vergonha, e o autor dessa barbaridade se chama Flexa Ribeiro.

A Marina era contra e sugeriu inclusive, um veto junto ao presidente caso houvesse aprovação.

Tá na hora de começar a fazer pressão, principalmente porque quase todos os projetos que desfavorecem as questões ambientais não são midiáticos e isso é extremamente problemático e desfavorável.

Então é preciso criar canais de mobilização alternativos para denunciar esses acharques de senadores e deputados que só pensam em seus proprios interesses.

Espero que Minc esteja aberto ao diálogo e pronto para peitar as pressões, as resistências, que com certeza serão muitas.

Quanto á Marina Silva, sai vitoriosa, porque desmontrou ser combativa dentro do que se propôs e sempre demostrou ser uma ambientalista, uma mulher da floresta, ligada profundamente às suas raízes.

Marina sai enfraquecida por ser considerada intransigente, com o minstério desestabilizado porque colecionou desafetos, deixou o ministério sem verbas porque mediu forças com o alto escalão do governo, sem prestigío porque era mal vista pelos governadores ruralistas e todos que queriam de alguma forma sua saída.

Porém a senadora sai com as mãos limpas.

Estamos de olho.